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Fotografia: Manuel Abelho
Publicado a: 31/12/2022

Para folhear com calma e paciência.

Anuário ReB: 2022 em revista

Fotografia: Manuel Abelho
Publicado a: 31/12/2022

Perdoem-me desde já o tom mais pessoal nesta terceira edição do anuário que assino desde 2020, mas não é por acaso: a partir de amanhã, e depois de seis anos enquanto editor do Rimas e Batidas (mais um enquanto redactor), deixarei de vestir diariamente esta camisola para começar uma nova aventura. O prazer foi todo meu, acreditem.

Porém, e mesmo que a emoção me tente puxar invariavelmente para o “eu” e para a primeira pessoa, o que interessa realmente é o que se fez enquanto grupo. Nós, em 2022, entrevistámos gente tão diversa como ROSALÍA e Pink Siifu, redoma e Ricardo Toscano, Fly Anakin e Thundercat, T-Rex e Landim & Progvid, Rochelle Jordan e Pharoahe Monch, Mané Fernandes e XEXA, Alice Neto de Sousa e Renato Cruz Santos, Janga e DJ Nigga Fox, Jup do Bairro e Marina Sena, Fado Bicha e Saint Caboclo, Ana Moura e Titica, Puta da Silva e B Fachada, Joel Ross e Immanuel Wilkins, Makaya McCraven e Smoke DZA, Wet Bed Gang e NENNY, Tigran Hamasyan e Tito Paris, benji price e Surma, Chullage e Deize Tigrona, Kai Whiston e Erika de Casier, Amaro Freitas e Deejay Telio, Lantana e Diamond D, Roger Eno e Claire Rousay, Apollo Brown & Philmore Greene e Dälek, Papillon e Ivandro, Kenny Berg e Marcelo D2, Phaser e ALMA ATA, Bia Ferreira e Jesualdo Lopes, Rita Silva e Clothilde. Olhando para estes nomes todos… que loucura (das boas)! Esta mistura não é só um reflexo de entrada de novas pessoas numa equipa que sabe que a única constante na vida é a mudança. O rap e a música electrónica eram as linguagens base no início do ReB, mas qualquer leitor que tenha acompanhado esta revista digital nos últimos sete anos (os oito chegam em 2023) percebe que quem anda nisto com paixão e curiosidade acaba sempre por ir até outros lados. É inevitável.

Foi um ano em que também viajámos para sítios onde nunca tínhamos ido em reportagem, desde a Finlândia até Marrocos. Ou, através da Internet, vimos e escutámos um concerto de Kendrick Lamar em França. Usurpando o título de uma das faixas de Mr. Morale & The Big Steppers, fomos verdadeiros “Worlwide Steppers”.

Na nossa Biblioteca, aquele lugar especial onde só entram os mais especiais, existiram três entradas em 2022: “Há 20 anos, os Bulllet apresentavam ‘o primeiro álbum de instrumentais com tendência hip hop que saiu em Portugal’“, “A história oral da criação de The Art of Slowing Down, o álbum de estreia de Slow J” e “Os Pretos de São Jorge: contar uma história de cada vez sobre o passado colonial português“. Daqui a cinco anos, quando olharmos para trás, de certeza que ainda existirão mais peças que saíram este ano e que merecem esse estatuto.

Como tem acontecido nos últimos dois anos, o que vão encontrar de seguida é aquilo que poderiam folhear numa revista em papel. Entrevistas, ensaios, críticas, reportagens. Deixamos de fora as colunas regulares, porém, elas são parte fundamental da atenção continuada que vamos dando a muitos dos artistas mais ou menos conhecidos que passam pelo nosso radar: Sexta-feira farta, 7 Dias, 7 Vídeos, Rap PT – Dicas da Semana, Abram alas para…, Notas Azuis e #ReBPlaylist são produção semanal e mensal que certamente satisfazem o mais ávido dos consumidores. Agora, para alguns é altura de rever a matéria, para outros é ler finalmente aquela peça que guardaram e nunca chegaram a abrir, mas também, e esperemos que também existam muitos desses, há aqueles que chegam pela primeira vez a este cantinho. Sejam bem-vindos.


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