Pontos-de-Vista

Alexandre Ribeiro

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Um sentido obrigado por continuarem desse lado.

Cinco anos de Rimas e Batidas: uma nova vida à espreita

Um dos futuros de que falávamos em 2018, num ponto-de-vista assinado por Rui Miguel Abreu a propósito do terceiro aniversário do ReB, está prestes a chegar: um design novo para rimasebatidas.pt. Pode parecer pouco, mas significará algumas grandes mudanças a médio/longo prazo. Já lá vamos.

O momento actual acelerou-nos numa primeira instância — reagimos quase instantaneamente com as reportagens do Festival Eu Fico Em Casa, reflexões sobre o que significaria o impacto do COVID-19 para a indústria musical (aqui, aqui e aqui), sugestões de livros e documentários e tentámos acompanhar algumas das iniciativas que foram surgindo –, porém, urgiu uma necessidade de desacelerar e repensar os meses e anos que se seguem para nós. Desde o seu nascimento, o Rimas tem publicado conteúdo praticamente todos os dias, algo que se tornou impraticável para fazermos a transição — caso não tenham reparado, estamos a publicar diariamente dois (no máximo três) artigos desde 6 de Abril — podem ir ler as entrevistas com Dino D’Santiago e Slow J, Lazuli e ELÓI, o ensaio que reflecte sobre os novos discos de Dua Lipa e The Weeknd, a reportagem sobre o confronte entre RZA e DJ Premier ou as actualizações semanais das rubricas Oficina Radiofónica e Notas Azuis. Uma redução cirúrgica para dar espaço a um ressurgimento poderoso. Quem diria que há um ano estávamos a sentir a “ressaca” de um fim-de-semana em que marcámos presença em três festivais por esse Portugal fora…

Os nossos ideais e as nossas ideias não mudaram (nem vão mudar): queremos continuar a acompanhar o que de mais fascinante e pertinente se faz nos universos do rap e da música electrónica. No entanto, a vontade de sair fora dessas barreiras tem sido cada vez mais premente, alterando um pouco o significado da génese daquilo que queríamos com as rimas e as batidas. As rimas, que antes correspondiam ao MC, passaram a representar todos os que dão voz às suas ânsias, angústias e desejos; as batidas continuam a ser sinónimo de “universo dos sons electrónicos que se fazem ouvir nos clubes de todo o mundo. Ou nos auscultadores…” mas tornou-se mais inclusivo (com especial enfoque no jazz e as suas variações actuais, por exemplo).

Em termos práticos, há mudanças das quais já podemos falar: vamos ter uma Cover Story, que representará, como é óbvio, aquilo que seria uma capa numa edição física de uma revista — a ideia não é regressar a modelos antigos, mas sim adaptar a força e o peso dos mesmos ao digital. O Focus Point continua a existir, mas terá focos mais concretos: os novos talentos/as novas vozes/os novos movimentos vão aparecer por lá. Também existirá uma Biblioteca, onde poderão ler as grandes peças que merecem ser revistas regularmente e que marcaram a ainda curta vida do ReB. Tudo isto dentro de um interface que permitirá uma navegação mais simples e organizada.

A criação de um Patreon e a produção de newsletters e podcasts serão outras adições ao “catálogo” da nossa publicação. A seu tempo, tudo será explicado e formalizado. Esperemos que continuem por aí, a acompanhar-nos com o mesmo afinco com que o têm feito até aqui, mesmo que nem sempre saibam para onde vamos.

Por aqui, vai-se voltar ao trabalho. Em breve, os nossos encontros acontecerão noutro local, mas com a mesma fome de sempre de se escrever e falar sobre música. Até já!


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