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Texto: ReB Team
Fotografia: Mónica de Miranda

O tema sucede a “Waters (Pa Nu Poi Koraji)”, dado a conhecer em Julho.

“Fidju Maria”: Prétu e Dino D’Santiago e “o amor-próprio e o amor na comunidade” como “cura”

Texto: ReB Team
Fotografia: Mónica de Miranda

“Fidju Maria” é o novo single de Prétu com a participação de Dino D’Santiago. O videoclipe tem a realização do próprio artista, em colaboração com Mónica de Miranda, e é uma edição conjunta da TchadaElektro com a Hangar Music.

Prétu é o mais recente projecto musical de Nuno Santos, músico, produtor e rapper da Arrentela, Seixal, mais conhecido como Chullage. Autor de três álbuns clássicos do cancioneiro rap português — Rapresálias, Rapensar e Rapressão — adoptou também recentemente os nomes Sr. Preto e AKapella47 em trabalhos multidiscipinares guiados pelo spoken word. Este ano estreou-se como Prétu com o singleWaters (Pa Nu Poi Koraji)”, criado em colaboração com Lowrasta.

Nesta mais recente investida musical, Chullage passa também a assumir a produção integral dos seus temas “a partir de um universo de samples que sempre tiveram ressonância em si ou que fazem parte das suas memórias de infância”. Neste caso, a música é construída a partir de um sample de “Aian, Recondacan Di Amizadi”, canção de Antonio Sanches & Tchota Suari.

“Fidju Maria” é desconstruída pelo próprio autor, no texto de apresentação do novo tema: “A letra é uma homenagem à sua mãe, tias, e todas as mulheres negras que limpam as casas deste país, cuidam das crianças deste país, para que outras mulheres se emancipem, mas permanecem invisibilidades e exploradas. Expressa por outro lado a sua tentativa de desconstrução da hypermasculinização que a sociedade patriarca, sexista implementou dentro de si e de todos os homens, e reconstrução de uma outra masculinidade e como tal da sua feminilidade também. No entanto, a principal mensagem é de que o amor e a consciência de que isso implica uma prática permanente, são as ferramentas politicas que escasseiam para a articulação da luta dum povo sujeito a séculos de violência, discursos de ódio e fragmentação. De que o amor-próprio e o amor na comunidade são a cura ao invés de procurarmos a cura aos pés de quem nos oprime.”

Depois de ter participado em dois dos discos que deixaram marcas mais visíveis em 2019 — Bairro da Ponte, de Stereossauro, e Classe Crua, de Beware Jack & Sam The Kid —, Chullage foi alvo de uma homenagem, em forma de álbum, assinada por Plutonio.


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