Três anos de Rimas e Batidas e o futuro já começou: vamos lá?

[TEXTO] Rui Miguel Abreu [FOTO] Sara Falcão

Se serviram para alguma coisa, estes três primeiros anos de Rimas e Batidas como revista digital, foi para nos permitirmos pensar no futuro. Mais do que fazer as contas ao que já realizámos nestes três anos, a nós interessa-nos muito mais tentar antecipar tudo o que ainda temos por fazer. E não, isto não é conversa de circunstância em dia de terceiro aniversário: é mesmo uma declaração de intenções.

A 20 de Abril de 2015 abrimos as nossas portas e se a vaga de fundo que tem transformado a paisagem musical em que nos inserimos já era claramente perceptível a verdade é que apesar disso não era ainda amplamente evidente. Surgimos portanto num ponto de viragem. Se calhar até surgimos mesmo por termos todos chegado a esse ponto de viragem. E três anos volvidos, milhares de artigos publicados depois, com dezenas de críticas e de reportagens, de entrevistas e de ensaios, de tiros em cheio no alvo e disparos ao lado, o que todos sentimos, aqui no quartel general do Rimas e Batidas, é que ainda está quase tudo por fazer.

Por isso mesmo, ao longo das próximas semanas, chegarão aqui algumas novidades: umas de ordem cosmética, outras de ordem mais operacional, todas pensadas para que o tal futuro de que comecei por falar chegue até nós da melhor forma possível. Uma certeza, porém: deste espaço que inventámos para existir já ninguém nos tira. Queremos continuar a questionar e a responder, a pensar e a fazer, a ir aos sítios, a saltar na primeira fila dos festivais, a tirar notas na borda da pista de dança, a fazer fotos de quem protagoniza as mudanças, a registar em vídeo os pensamentos e as palavras dos outros, a desenhar e a testemunhar as outras mudanças que ainda estão por fazer.

Era só mesmo isto que importava dizer hoje: o mais importante está aqui mesmo ao lado — retratos de verdadeiros cromos das MPCs e dos microfones, entrevistas de fundo com quem faz a música que nos agita e nos inspira, notícias do que o dia ainda promete trazer e tanto, tanto mais. Circulem, leiam, vejam e digam coisas. Nós estamos aqui. Mas não posso dizer a seguir “e não vamos a lado nenhum”. Temos essa intenção: queremos ir a muitos lados e fazer muitas coisas. Mas isso só faz sentido se nos acompanharem. Por isso, vamos lá!

 


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Rui Miguel Abreu

Rui Miguel Abreu

Crítico musical desde 1989, Rui Miguel Abreu escreve atualmente para a Blitz e integra a equipa da Antena 3. De vez em quando também gosta de tirar o pó aos discos e mostrá-los em público.
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