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Fotografia: Direitos Reservados
Publicado a: 20/05/2026

O projecto junta 15 artistas sobre os beats e scratches do aveirense radicado em Londres.

MegaStreetPhone Vol. 2: uma mixtape de DJ Yoke para celebrar o hip hop de Aveiro

Fotografia: Direitos Reservados
Publicado a: 20/05/2026

16 anos após o lançamento da mixtape MegaStreetPhone, Yoke — DJ e produtor aveirense radicado no Reino Unido — recupera o formato através de um segundo volume que foi editado recentemente, a 30 de Abril. 

Ao Rimas e Batidas, DJ Yoke explica que era “uma vontade antiga” concretizar um segundo MegaStreetPhone, desta vez com um “propósito diferente”, totalmente com composições originais e scratches do próprio, sem mistura entre faixas e exclusivamente com artistas de Aveiro.

“Apesar de morar fora, as minhas raízes e amizades mantêm-se”, conta. “Fazia sentido ter as pessoas com quem partilho e faço música desde sempre. Muitos participaram no volume 1 e aceitaram prontamente participar no segundo. É também muito gratificante ver que ao longo deste anos há muita gente que ainda resiste e continua a produzir este tipo de música e a pôr Aveiro na rota do hip hop nacional. O rap continua, de alguma forma, a ser um modo de vida, de pensamento e de criação para toda a gente que participou neste projecto. O volume 2, para ter a sonoridade que queria, tinha de ser com estes rappers e produtores, pois a simbiose dos meus beats e scratches com a lírica e voz deles é única.”

São 15 as participações neste segundo volume: Kontackt, Estaka, Treze, San, Mohad Sabre, Disca Riscos, Alpha, Bruno Margalho, Fat D, Ricky Broke, Spect, Diogo Divagações, G-Smooth, El Sabe e The Rokaz foram os convidados do projecto. A mistura e masterização ficaram a cargo do DJ X-Acto, com excepção para o tema “Sobre Sombras Sonho”, que ficou finalizado nas mãos de Kron. O único beat que não é de DJ Yoke é o da faixa “Consciente”, que leva um instrumental de Ricky Broke.

DJ Yoke relata que o processo criativo foi “orgânico e muito estimulante, personalizado” consoante os casos, mas sempre “com muita liberdade criativa”. “A ideia geral já estava desenhada na minha cabeça. Criei os beats já com alguém em mente, que se encaixasse no ritmo dos beats, que funcionasse com o flow do rapper e vice-versa. Algumas músicas foram produzidas durante o processo de escrita. Muitos escolheram logo o seu beat, outros tentaram fazer um processo de criação mais próximo. No hip hop não há regras, mas o que moveu a escrita e os scratches foram as batidas. Parece-me que conseguimos criar uma mixtape que relembra o passado e celebra o presente.”

O lançamento coincide também com a fundação do selo independente Rella Records, uma marca editorial “empenhada em ter uma identidade própria”, com “autenticidade”. O volume 2 da MegaStreetPhone terá, em breve, uma edição em CD. A pré-venda está aberta no site da Rella Records.


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