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Texto: ReB Team
Fotografia: Axel Joseph
Publicado a: 13/07/2026

Agitar a Invicta com música, exposições, conversas e outras atividades.

Pongo, Conferência Inferno e B Fachada dão música ao arranque do Circuitos’26 no Porto

Texto: ReB Team
Fotografia: Axel Joseph
Publicado a: 13/07/2026

A terceira edição do Circuitos arranca esta quinta-feira, 16 de julho, com uma noite de concertos gratuitos na Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto. Conferência Inferno, B Fachada e Pongo compõem o cartaz musical que serve de ponto de partida para quatro dias de programação e circulação por 67 espaços ligados à criação, apresentação e reflexão em torno da arte contemporânea na cidade.

Promovido pelo Município do Porto através da Direção de Arte Contemporânea da Ágora – Cultura e Desporto do Porto, o Circuitos’26 decorre entre 16 e 19 de julho e propõe um percurso alargado pelo tecido artístico portuense, envolvendo museus, instituições culturais, galerias e espaços independentes geridos por artistas. Exposições, concertos, performances, conversas e outras atividades compõem um programa pensado para dar visibilidade à diversidade de práticas, estruturas e modelos de organização que coexistem na cidade.

A música ocupa o centro das atenções na abertura. A partir das 21h00, sobem ao palco da Concha Acústica os Conferência Inferno, trio portuense que cruza eletrónica, pós-punk e ambientes sombrios com uma forte pulsação dançável. Segue-se B Fachada, autor de uma das obras mais singulares e difíceis de circunscrever da música portuguesa das últimas duas décadas, num percurso marcado tanto pela canção popular e pela tradição portuguesa como por sucessivas experiências com diferentes linguagens e formatos de edição.

O encerramento da noite fica entregue a Pongo. Nascida em Angola e radicada em Lisboa, a cantora e compositora afirmou-se internacionalmente através de uma linguagem que parte do kuduro para estabelecer ligações com a eletrónica e diferentes expressões da música de dança contemporânea. Conhecida pela intensidade física das suas atuações, Pongo regressa assim ao Porto para fechar a primeira noite do Circuitos’26.

Depois dos concertos de abertura, a programação prolonga-se durante os três dias seguintes através dos 67 espaços participantes. A rede inclui 48 espaços independentes, oito instituições e 11 galerias de arte, desenhando uma cartografia particularmente abrangente da produção e programação artística contemporânea no Porto.

Entre os participantes encontram-se estruturas independentes como a Sonoscopia, o Sismógrafo, os Maus Hábitos, as MIRA Galerias, a Rampa, o INSTITUTO, a Kunsthalle Freeport ou a Central Elétrica, a par de instituições como o Batalha Centro de Cinema, a Galeria Municipal do Porto, o Museu Nacional Soares dos Reis, o Museu de Serralves e a Casa São Roque – Centro de Arte. A estas juntam-se galerias como Quadrado Azul, Nuno Centeno, Pedro Oliveira, Presença, Lehmann ou KUBIKGALLERY, entre outras.

Criado em 2024, o Circuitos tem vindo a aumentar progressivamente a dimensão da rede mobilizada. A primeira edição reuniu cerca de 50 espaços e a segunda contou com 56 participantes. Em 2026, o número sobe para 67, crescimento que reforça a vocação colaborativa de uma iniciativa concebida para aproximar públicos, artistas, programadores e estruturas com modelos e escalas de funcionamento muito diferentes.

Mais do que concentrar a programação num único recinto, o Circuitos’26 convida, assim, à circulação pela cidade e à descoberta dos lugares onde a arte contemporânea é diariamente criada, apresentada e discutida. Depois da concentração inicial na Concha Acústica, o Porto transforma-se, durante três dias, num mapa de percursos possíveis entre espaços institucionais e independentes, ateliers, galerias, museus e estruturas de produção artística.

A programação completa e os horários das diferentes atividades podem ser consultados no site da Galeria Municipal do Porto.


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