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Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados
Publicado a: 21/05/2026

Palco para as propostas menos óbvias.

Jazz no Parque regressa a Serralves com foco na criação contemporânea e improvisação

Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados
Publicado a: 21/05/2026

O festival Jazz no Parque regressa à Fundação de Serralves entre 4 e 12 de julho para a sua 35.ª edição, reafirmando a aposta numa programação dedicada ao jazz contemporâneo, à improvisação e às linguagens musicais mais exploratórias. Com curadoria do saxofonista Rodrigo Amado, o evento distribui-se entre o Auditório e o recinto de ténis de Serralves, reunindo músicos portugueses e internacionais ligados à criação mais experimental. 

Rodrigo Amado faz um balanço “muito positivo” do percurso recente do festival, sublinhando a sua relevância num momento particularmente desafiante para as chamadas músicas criativas. “Estamos a atravessar uma fase em que as músicas criativas estão a perder visibilidade e o necessário espaço para a sua divulgação e consequente sobrevivência”, afirma o curador, apontando os casos recentes de perda de apoios do Jazz ao Centro Clube, em Coimbra, e da Robalo, em Lisboa, como sinais das dificuldades enfrentadas pelo sector.

Neste contexto, Amado considera que o Jazz no Parque tem assumido um papel importante na divulgação artística. “O festival tem vindo a desempenhar um papel importante na divulgação de muitos dos projetos mais criativos do jazz nacional. Fico particularmente feliz por sentir que essa componente da programação é valorizada e objeto de feedback altamente positivo, por parte do público e da crítica”. O músico e curador destaca ainda a crescente projeção internacional do festival. “Sinto que a visibilidade internacional do festival também está a aumentar, com um número crescente de músicos a procurar um lugar na programação”.

Quanto à linha curatorial, Rodrigo Amado garante manter o mesmo princípio orientador das edições anteriores: “Apresentar músicos e projetos que se destacam nesse mesmo período pela sua produção, criatividade, consistência e relevância artística”, procurando “ir para lá do óbvio, do imediatamente visível”.

A programação abre a 4 de julho com o encontro entre o percussionista Gabriel Ferrandini e a saxofonista dinamarquesa Lotte Anker, seguindo-se Gabriele Mitelli com John Edwards e Mark Sanders em Three Tsuru Origami. No dia seguinte, 5 de Julho, sobem ao palco Sara Serpa e Matt Mitchell e ainda Ziv Taubenfeld com Helena Espvall e João Sousa. Para o segundo fim de semana, a 11 e 12 de Julho, ficam programadas apresentações do trio Ilha Animal, de José Lencastre com Joana Guerra e João Valinho, e o Hery Paz Quartet com Demian Cabaud, Marcos Cavaleiro e Pedro Melo Alves e ainda Angelika Niescier com Aki Takase e DJ Illvibe.


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