pub

Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados
Publicado a: 21/05/2026

Estrada fora a evocar um dos maiores legados do jazz.

Gileno Santana assinala centenário de Miles Davis com concerto no Porto e digressão internacional

Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados
Publicado a: 21/05/2026

O trompetista Gileno Santana arranca já no próximo 26 de maio, às 21h00, no Conservatório de Música do Porto, a digressão de “Miles Davis Legacy”, projecto que assinala o centenário do nascimento de Miles Davis com uma homenagem à obra de uma das figuras mais influentes da história do jazz. Inspirado na concepção do icónico Kind of Blue, o espectáculo propõe uma revisitação da estética e sonoridade do lendário álbum, recriando os arranjos originais e a clássica formação em sexteto. 

Idealizado por Gileno Santana, o projecto nasce de uma profunda admiração artística pelo legado do trompetista norte-americano e de um meticuloso trabalho de interpretação musical. Para o músico luso-brasileiro, abordar a obra de Miles Davis representa um dos maiores desafios artísticos da sua carreira. “Interpretar Miles Davis é um enorme desafio artístico. A sua música tem uma complexidade comparável à de Mozart: à primeira audição parece simples, quase natural, mas exige um nível de compreensão e execução extremamente sofisticado”, afirma.

Segundo Gileno Santana, captar a essência de Miles Davis exige muito mais do que domínio técnico do instrumento. “É necessário estudar profundamente as diferentes fases da sua carreira, compreender a sua sonoridade, a articulação, o vibrato e a direção melódica que tornavam a sua linguagem tão singular. Miles possuía uma técnica refinada e uma identidade musical absolutamente única, elementos que executava com total mestria”.

Em declarações ao Rimas e Batidas, o trompetista reforçou a dimensão incontornável da influência de Miles Davis no universo do jazz. “É impossível estudar jazz sem passar pelo Miles. Muitas vezes, o Miles é confundido com o próprio jazz”, sublinhou. Mais do que a técnica, é sobretudo a expressividade musical de Miles Davis que continua a fascinar Gileno Santana. O músico destaca a capacidade lírica do trompetista norte-americano e a singularidade da sua identidade sonora — simultaneamente brilhante, subtil e profundamente emocional — como elementos que tornaram o seu som imediatamente reconhecível. 

Após a estreia no Porto, a digressão “Miles Davis Legacy” prossegue a 7 de junho no Festival de Valado dos Frades, segue para Zadar, na Croácia, a 26 de junho, passa pelo Festival de Jazz de Lagoa, a 12 de julho, pelo Festival de Metais de Leiria, entre 24 e 26 de julho, e pelo festival de São João da Madeira, Novembro Jazz, em novembro. A tour termina em dezembro com dois concertos no Japão. Pelo meio, em outubro, Gileno Santana volta a colaborar com a Orquestra Jazz de Matosinhos num concerto dedicado aos programas Porgy and Bess e Miles Ahead. Em palco, Gileno Santana será acompanhado por Afonso Silva (saxofone alto), Xosé Miguélez (saxofone tenor), Miguel Meirinhos (piano), Gonçalo Sarmento (contrabaixo) e Gonçalo Ribeiro (bateria).

Os bilhetes para o concerto no Porto já estão disponíveis.


pub

Últimos da categoria: Curtas

RBTV

Últimos artigos