A 22.ª edição do Festival MED realiza-se entre 25 e 28 de Junho na cidade de Loulé e conta com um cartaz que já ultrapassa a meia centena de concertos distribuídos por cinco palcos (Matriz, Cerca, Chafariz, Castelo e Hammam). O evento, que este ano apresenta novidades como a ampliação do recinto, a integração plena do Mercado Municipal de Loulé, uma nova entrada junto ao Largo de S. Francisco e um dia de acesso gratuito (28 de Junho), continua a afirmar-se como um dos encontros mais ecléticos do panorama nacional, reunindo centenas de artistas oriundos de mais de 30 países.
Entre as mais recentes confirmações, destacam-se três propostas de forte personalidade sonora. Os Labess Trio, vindos da Argélia, transportam na bagagem a fusão entre a música tradicional norte-africana, a rumba cigana e o flamenco, com um trânsito fluido entre árabe, francês e espanhol. Do território nacional, o trio Sangue Suor — composto pelos bateristas Ricardo Martins, Susie Filipe e Rui Rodrigues — desafia convenções ao construir todo o seu universo rítmico apenas com peles, sem guitarras ou baixos. Já Tó Trips & The Fake Latinos apresentam o mais recente projeto do guitarrista português, uma viagem conduzida pelas cordas da guitarra elétrica que promete surpreender pela profundidade e pela singularidade de um dos músicos mais marcantes da cena atual.
A par destes nomes, juntam-se também ao alinhamento do MED 2026 a franco-colombiana Ëda Diaz (afro-jazz e eletrónica), a ucraniana Ganna Gryniva (jazz com raízes berlinenses), os gregos Koza Mostra (punk e ska fundidos com música tradicional helénica), o bielorrusso Yegor Zabelov (conhecido pela abordagem mais experimental ao acordeão), Daniel Kemish & Friends (country folk entre Reino Unido e EUA), a dupla Manuel de Oliveira (viola) e Bianca Gismonti (piano) num diálogo entre fado e jazz, e ainda Dima Libre. Anteriormente anunciados no cartaz estavam já como artistas como Sérgio Godinho, Salif Keita, Tiken Jah Fakoly, Groundation, Arnaldo Antunes ou Mario Lucio & The Pan African Band.