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Texto: ReB Team
Fotografia: Miguel Estima
Publicado a: 08/07/2026

Nos Jardins do Palácio de Cristal.

Porta-Jazz ao Relento’26 traz ao palco Demian Cabaud, José Vale, João Próspero e Vera Morais

Texto: ReB Team
Fotografia: Miguel Estima
Publicado a: 08/07/2026

De 9 a 12 de julho, sempre às 22h00, os Jardins do Palácio de Cristal (junto ao Lago dos Cavalinhos) serão palco ao ar livre para quatro noites de concertos de entrada gratuita. O ciclo Porta-Jazz ao Relento, na sua 16.ª edição, trará mais frescura aos dias sufocantes da canícula. Fazendo uso da vitalidade da cena jazzística portuense. Quatro noites para quatro dos mais recentes lançamentos com Carimbo Porta-Jazz.

No arranque, dia 9, o contrabaixista argentino Demian Cabaud, há muito radicado no Porto,  apresenta Árbol adentro. Uma ambição dentro do jazz, entre o folclore argentino e a música de câmara. Com Cabaud estarão, João Pedro Brandão (saxofone alto), José Pedro Coelho (saxofone tenor), Ricardo Moreira (piano) e Marcos Cavaleiro (bateria). O disco teve João Grilo no piano, mas esta será a mesma formação que se estreou no fechou o Festival Porta-Jazz’25.

Dia 10, o álbum estreia do guitarrista José Vale Summer School terá palco. Vale será completado por Gil Silva (saxofone) e Gonçalo Ribeiro (bateria). Um disco assumidamente inspirado no trio de Paul Motian com Bill Frisell, nas raízes do jazz experimental. Uma prestação que se prevê única e em contínua improvisação, cruzando o legado de nomes como Thelonious Monk ou Ornette Coleman coma linguagem contemporânea. 

A 11 de julho, o quarteto do contrabaixista João Próspero sobe ao palco para apresentar Sopros. Ao lado do contrabaixista estará agora o pianista galego Abe Rábade, mantendo o guitarrista Joaquim Festas e o baterista Gonçalo Ribeiro, com relação à formação que esteve no último Jazz em Agosto, com palco no Anfiteatro ao Ar Livre da Fundação Calouste Gulbenkian. Será nova ocasião para uma narrativa de viagem sonora inspirada no universo literário do escritor japonês Haruki Murakami, espera-se de menor contenção e mais empolgante.

A fechar, a 12 de julho, a compositora e cantora Vera Morais apresenta Eupnea, que também é nome do ensemble de vozes e flautas. Um quinteto que além de Morais, conta com Līva Dumpe e Sarah van Eijk nas vozes, e Teresa Costa e Ketija Ringa-Karahona nas flautas transversais e piccolos. Recentemente inscreveram parte do seu repertório no ciclo Órbita do gnration e Ricardo Vicente Paredes no ReB em resenha intitulava-as com “queda para respirar”. Aquando do desfecho do Festival Porta-Jazz’26 Rui Miguel Abreu, em súmula, escrevia que “Eupnea mostrou como a delicadeza pode ser radical”.


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