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Virtus sobre “Trapézio”: “Sempre que ouvia o som só imaginava a voz do SP no espaço que faltava preencher”

[TEXTO] Alexandre Ribeiro [FOTO] Direitos Reservados

Virtus revelou, na semana passada, “Trapézio”, canção que tem a participação de SP Deville, teclas de Sérgio Alves e animação e ilustração de Paco Pacato.

“Ainda Não Tem Nome” serviu para “mandar umas rimas para o saco de boxe“, mas o novo single seguiu outro caminho, juntando, pela primeira vez, dois talentosos artistas. “Sempre que ouvia o som só imaginava a voz do SP no espaço que faltava preencher. Concretizei mais uma parceria desejada há muito tempo. Mandei-lhe uma mensagem, felizmente ele curtiu a malha e aceitou fazer a colaboração. Falamos entretanto por chamada para lhe explicar o tema e alguns detalhes, e rapidamente aconteceu. Sem tirar nem pôr. O que ele sugeriu foi o que ficou. Perfeito, na minha opinião”, revelou Virtus.

Seis anos depois do lançamento de UniVersos, “Sono Profundo” marcou um regresso há muito esperado de um dos MCs e produtores mais virtuosos do Porto. Num ambiente completamente diferente daquele que se vivia em 2012, João Rodrigues nunca deixou de prestar de atenção ao panorama nacional:

“Sinto que o hip hop português está numa fase de tremenda transformação e de transição para algo ainda meio indefinido. Nos últimos quatro anos passou de 8 a 80 em aspectos muito positivos, mas também negativos. Actualmente, fico com a impressão de que as pessoas têm um certo receio de gostar das coisas sozinhas. Dificilmente têm como saber gostar. Curiosamente, depois destes três singles reparei que ainda mantenho um espectro de ouvintes que segue a minha música desde sempre, e fico feliz por isso. A par desses, há também malta nova a surgir e a acompanhar o que tenho feito. Afinal de contas, eu não lançava nada a solo há cinco anos. Podia ter sido esquecido ou ignorado como resultado do tempo em que não expus nada. Mas estou satisfeito pelo constante feedback de norte a sul, desde o meu primeiro álbum até agora.”

Em Janeiro, o anúncio da criação da nova editora, Fosco, trazia um “disco” no bico. Sobre a entrada de “Trapézio” no alinhamento do sucessor do seu álbum de estreia, Virtus deixou a porta aberta: “Este tema poderá fazer parte do próximo disco, mas não é assumido como um single de apresentação do mesmo. Há ainda um caminho por decidir.”

 


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