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Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

Uma voz que fica.

Morreu o músico angolano Waldemar Bastos

Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

Figura maior da música angolana e do mundo“, Waldemar Bastos morreu esta madrugada em Lisboa, vítima de cancro. Tinha 66 anos e estava há um ano a fazer tratamento oncológico.

Autor de temas como “Sofrimento”, “Muxima” ou “Velha Chica”, o cantor nascido em Angola gravou no Brasil o seu primeiro álbum, Estamos Juntos, em 1983, apadrinhado por Chico Buarque, que participou em “Lubango”. “A carta que eu nunca te escrevi”, faixa de Rimar contra a maré…, o segundo longa-duração de Boss AC, pediu emprestado um sample de “Mungueno”, canção desse trabalho feito em terras brasileiras.

Depois do álbum de estreia, o único não-fadista a cantar na cerimónia de transladação do corpo de Amália Rodrigues editou Angola Minha Namorada (1990) e Pitanga Madura (1992), chegando a David Byrne e à sua Luaka Bop Records com Pretaluz (1998), um LP produzido por Arto Lindsay.

No Twitter, Kalaf reagiu à notícia da morte do artista que descrevia a sua arte como “afro-luso-atlântica”: “Obrigado pela música kota Waldemar Bastos. Obrigado por me ensinares a amar a angolanidade através dos teus versos e melodias. O teu legado será preservado”. Tal como Aline Frazão, que também teve palavras para o sucedido: “Muito, muito triste. Hoje é um dia de luto para a música angolana. Ficam os seus discos, o seu legado musical imenso, a sua inesquecível voz… Obrigada, kota Waldemar Bastos.”


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