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Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

Unplugged à moda de Allen Pires Sanhá.

Há um concerto acústico de Allen Halloween para ver no YouTube

Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

Algumas semanas depois de lançar o disco Unplugueto e o livro Livre Arbítrio, Allen Halloween chocou o panorama nacional ao anunciar o fim da sua carreira. No entanto, o seu canal de YouTube não parou de ver novos uploads da actuação que gravou na galeria Appleton, em Lisboa, no ano passado. E o mais recente (e provavelmente o último) aconteceu no passado domingo com “Assassino”.

Ao longo das 14 faixas, o rapper e produtor rodeou-se de alguns companheiros habituais na estrada, mas também do saxofonista Rodrigo Amado (em “Crazy” e “Crescer”) ou dos irmãos Mike Ghost (aka Fantasma) e Poli Correia. Tal como falado na entrevista com o Rimas e Batidas em Dezembro passado, o sucessor de Hibrido “é um acústico de rap” com a MPC a fazer de guitarra acústica.



Na crítica ao trabalho, Rui Miguel Abreu escrevia:

Unplugueto não é um disco perfeito, não pretende sê-lo de qualquer maneira, e poderíamos vê-lo alcançar outros patamares se Allen tivesse ao seu lado uma banda capaz de dar outra espessura às suas ideias, uma banda capaz de ser mais abrasiva nalguns momentos, capaz de explodir, por exemplo, quando se chega ao momento em ‘Debaixo da Ponte’ em nos é apontado ‘alguém num pontão velho’. Mas há também aqui qualquer coisa de profundamente inocente e não são poucos os momentos em que tudo parece resumir-se a um pequeno grupo de amigos reunidos noite dentro no court abandonado no centro do bairro, com guitarras e pouco mais, partilhando canções com a certeza de que não há ninguém a ouvir. E não há, de facto. Tirando todos nós…”

E, no ponto-de-vista de despedida, o director do ReB disse:

“Mas Allen é farinha de outro saco, voz capaz de se fazer ouvir no meio de cartazes focados em bandas de metal, respeitado por punks e rockers alternativos, chamado a celebrar Zeca Afonso ao lado de artistas como B Fachada ou Benjamim e JP Simões, com lugar em eventos que celebram o lado mais urbano e progressivo deste Portugal como o Iminente, capaz de encaixar entre hipsters e luminárias indie, como aconteceu no NOS Primavera Sound, e de dar música a ouvidos espalhados entre Odivelas e Cascais. Não tenho a certeza que haja outro artista assim, com um alcance que não se mede necessariamente em views e plays, que não se traduz em zeros no cachet ou em visibilidade nas redes sociais, mas que é algo fundo, transversal, capaz de ir da ZDB à discoteca de província. E capaz, também, como talvez só Valete antes dele, de ressoar tanto nos bairros periféricos de Lisboa, quanto nas favelas do Rio de Janeiro ou nas ruas de Luanda ou Maputo.”

No meio do tumulto que tem sido 2020, nada como voltar à música de quem marcou a década passada:

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