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Fotografia: Diogo Carvalho

Da tela para o palco, Meia Riba Kalxa é novamente apresentado amanhã no São Luiz, em Lisboa.

“É música e história”: Tristany estreia série Au Vivú

Fotografia: Diogo Carvalho

Au Vivú é a nova série musical protagonizada por Tristany e mostra-nos vários momentos de Meia Riba Kalxa replicados em palco.

Na rua ou dentro de quatro paredes, “Verde”, “Mark Landerz”, “Amor de Jinga” e “Naxer du Sol” (aqui dividido em duas partes), são as faixas que Tristany recupera do seu trabalho de estreia para lhes dar uma nova roupagem neste conjunto de cinco concertos. Au Vivú é uma ideia concebida em parceria com Diogo Carvalho e Onun Trigueiros, que junto do artista multidisciplinar de Mem Martins formam o colectivo Unidigrazz.

Sobre a série, João Tristany revelou ao ReB que a iniciativa tem como base a possibilidade de adicionar novas imagens e sons ao imaginário que o seu público guarda de Meia Riba Kalxa e serve “para as pessoas terem uma noção das possíveis maneiras que eu tenho de me apresentar ao vivo e para eu levar a minha conceptualidade para um outro campo.”

Amanhã, o rapper e produtor volta a apresentar o seu disco de estreia em Lisboa, desta vez no teatro São Luiz. No sábado passado, o Rimas e Batidas marcou presença no primeiro concerto de sempre do projecto Meia Riba Kalxa.



Como é que te surgiu esta ideia?

Eu e o Diogo Carvalho já tínhamos pensado nesta ideia logo quando gravámos o live do “Mô Kassula”. Pensámos “era fixe replicar isto para outros temas, para os apresentar de outras maneiras e de outras perspectivas.” Dar também a mostrar como é que as coisas podem acontecer ao vivo. Serve para nos dar uma confiança a nós, enquanto músicos e enquanto projecto Tristany, mas também para o público, que pode ir criando…

… uma imagem na cabeça sobre o que esperar dos concertos?

Exacto. E para terem a ideia de que as coisas nunca vão ser 100% iguais. Vão-se transformando e vão tendo fases. Mas vão coincidir sempre na conceptualidade, num certo tema, vão ser ramificações. Imagina: tudo o que está no álbum é a cena em bruto e tudo o que vier daí é uma ramificação. Para o “Tirante” fizemos o Baxu Ku Riba, agora fazemos o Au Vivú… Poderão vir aí ainda mais coisas. Poderei espremer mais algo do disco. Apresentar outras soluções. E foi uma ideia que tive juntamente com o Diogo mas que depois se realizou com toda a nossa equipa, Unidigrazz.

Disseste que gravaste tanto na rua como em espaços fechados. Ao nível dos músicos, não sei se contaste com a ajuda de todos os elementos que levaste para o concerto no Lux, por exemplo. De que forma é que isto foi tudo colocado em prática?

Há temas que vão ter a presença dos músicos que vieram comigo ao Lux, e que vão estar também no São Luiz, no dia 2 [amanhã]. Maioritariamente foi com esses músicos e há uma faixa em que estou sozinho. Há uma abordagem mais teatral, em que entram alguns elementos de figuração, personagens secundárias, não como músicos, a contracenarem.

Uma espécie de coreografia?

Mais ou menos. É música e história, estás a ver? Eu estou num sítio e de repente aparece uma pessoa. Depois aquela pessoa vai fazer com que eu pense ou queira fazer outra coisa. Não é algo assim tão planeado mas sim vivido.

Em relação ao concerto, tu já me tinhas adiantado que ias estar mais tempo em palco do que no anterior, no Lux Frágil. Queres revelar em que é que isso se vai traduzir no teu espectáculo?

Foi fixe ter podido apresentar o Meia Riba Kalxa pela primeira vez no Festival TODOS, no Lux. Agora, neste do São Luiz, vou ter a possibilidade de ter à minha disposição um espaço diferente. Nós vamos ter de respeitar esse espaço de uma maneira diferente. Isso vai levar-nos a ter mais possibilidades de construir as coisas sobre uma outra superfície. Se calhar vamos preencher mais os espaços. Como há menos espaços preenchidos nós vamos ter de dar mais, de os preencher um pouco mais. Acho que vai ser uma abordagem fixe.

E quanto ao alinhamento que vais levar para o espetáculo?

Vai haver uma possível adição mas não vai fugir muito ao que apresentámos na semana passada.


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