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Fotografia: Direitos Reservados

O último álbum da superbanda portuguesa saiu em 2017.

Boss AC e Ace pela primeira vez juntos no single de avanço da nova mixtape dos Orelha Negra

Fotografia: Direitos Reservados

Em 2016, na véspera de actuarem no palco principal do Super Bock Super Rock, um dia que ficaria marcado na história do rap português, os Orelha Negra publicaram o videoclipe de “Parte de Mim“, um dos temas do seu terceiro longa-duração. As perguntas foram colocadas, mas uma ficou por responder: porque é que Ace e Boss AC apareciam no vídeo mas não lhes ouvíamos as vozes?

Na recta final deste mês, mais concretamente há dois dias, as suspeitas passaram a confirmações: os dois veteranos do hip hop nacional aparecem em grande forma na versão com vozes da última faixa do mais recente disco do quinteto, servindo a sua primeira colaboração de sempre como avanço da terceira mixtape dos ON.

“[A canção] teve três fases, embora musicalmente a estrutura inicial que foi apresentada pela primeira vez no CCB, em 2016, e depois na Antena 3 se tenha mantido. O título do tema, nessas apresentações, como ainda não tínhamos o definitivo, foi sugerido pelo timecode da gravação em vídeo do CCB, que indica a hora exacta em que o tocámos pela primeira vez em público. Depois, em 2017, quando editámos o álbum, surge o título real, ‘Parte de Mim’. E agora, em 2020, para introduzir a nossa próxima mixtape, o título que refere a participação inédita de Boss AC e Ace juntos a rimar”, conta-nos Francisco Rebelo. E acrescenta: “Nós filmámos este vídeo já com a intenção de o utilizar mais tarde na promoção da mixtape. O AC e o Ace gravaram na altura, em 2016, por cima de uma referência que ambos fizeram, e que naturalmente actualizaram em 2019, gravada cada uma nos seus próprios spots de trabalho, para esta nova mistura, feita pelo Artur David, e incluída neste vídeo. Como [aconteceu] nas anteriores mixtapes, fazemos sempre convites a artistas que gostamos para participarem. No caso, e tendo em conta as figuras que são no panorama nacional, a intervenção foi directa através do Samuel [Mira] em meados de 2016.”



O autor de A Vida Continua… corrobora as palavras do baixista: “O convite foi-me feito pelo Sam The Kid em 2016. A música, apesar de ter sido editada apenas como instrumental, foi pensada de raiz com letra minha e do Ace. Daí termos podido gravar o videoclipe.”

Um dos factores mais aliciantes desta novidade é o facto de vermos Ace e AC em colaboração inédita e que, no papel pelo menos, poderia obrigar cada um dos veteranos a puxar dos seus principais trunfos. Foi nesse sentido que questionámos Boss AC: “Picardia não houve com certeza, houve sim, de parte a parte, a responsabilidade de partilhar a mesma música”, assegura-nos. “Ainda para mais numa estreia, ao fim de tantos anos de carreira de ambos. Valeu a pena esperar. Temos um passado que se cruza muitas vezes, e desde há muito tempo, mas nunca se tinha proporcionado uma colaboração. Esta era a música certa para nós e ainda bem que os Orelha Negra nos deram esse privilégio. Penso que falo em nome de todos ao dizer que estamos muito satisfeitos com o resultado e mais ainda depois de percebermos o feedbackexcelente que a música tem tido”, confessa Ângelo Firmino, que também elogiou a “resolução” de 2016 do grupo: “É um conceito interessante porque cria expectativa. As pessoas ouvem a música, vêm os artistas que se percebe estarem a cantar, mas não ouvem as vozes. Havia muita gente à espera para ouvir o que daí vinha. Acabou-se a espera.”

Temos, finalmente, o primeiro avanço da tão esperada mixtape dos Orelha Negra. Existirá “gente nova a participar” e o “objectivo” de lançar um tema por mês até completar o alinhamento. E fica o desejo de, “provavelmente já em 2021”, sair a “edição física em vinil e CD”.


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