O Ageas Cooljazz anunciou esta sexta-feira, 8 de Maio, os nomes que faltavam para encerrar o cartaz da edição deste ano. Após os concertos no palco principal, cada serão do festival recebe um DJ set no palco Late Nights. A música estará a cargo de Petrolati (8 de Julho), João Gomes (14 de Julho), Mei Glez (15 de Julho), Paulo Fernandes (18 de Julho), Sofia Morais (22 de Julho), Mão na Anca (25 de Julho), Manel Moreira (29 de Julho) e Nicolle Velcro (31 de Julho).
Já as Cascais Lazy Sundays, que este ano se realizam no Parque Marechal Carmona, com entrada livre e sempre a partir das 17 horas, serão protagonizadas por Joana Barrios (12 de Julho); pela dupla do podcast Pequenas Reivindicações de Liberdade, Mariana Lobo Vaz e Rita Poças (19 de Julho); e pelo trio Lei da Paridade, podcast que junta Maria Castello Branco, Adriana Cardoso e Leonor Rosas.
Por fim, foram anunciados os vencedores do Concurso de Talentos Ageas Cooljazz by Smooth FM, que se juntam assim ao palco das Cascais Jazz Sessions by Smooth FM. São eles Miguel Marôco, Terra Terra e The Brothers.
O Ageas Cooljazz tem como cabeças de cartaz Gilberto Gil, Jamiroquai, Diana Krall, Franz Ferdinand, Loyle Carner, David Byrne, Chet Faker e Scissor Sisters. Esta será a maior edição de sempre do festival, com oito noites de música, cada uma composta por quatro performances. Em declarações ao Rimas e Batidas, a fundadora e directora do Ageas Cooljazz, Karla Campos, explica que a vontade é sempre fazer crescer o festival ao longo do mês de Julho. “O que eu gostava mesmo era ter 31 noites. Claro que é preciso ter cautela com o mercado e o escoamento da venda de bilhetes, mas um dia chego lá.”
Karla Campos reconhece os desafios que os festivais de música hoje enfrentam, sobretudo o aumento dos custos nos últimos anos, e sublinha a importância de um “rigor muito grande na gestão financeira da empresa”. “Temos de escolher e fazer uma curadoria para um cartaz que sabemos que não corre riscos, que é uma venda certa. Tem que se meter os pés no chão. Há o lado emocional da curadoria, mas depois há o lado financeiro e da gestão que é fundamental. Os custos sem dúvida aumentaram muito, mas temos que equilibrar as coisas e andar para a frente, fazer parcerias e fazer as coisas acontecerem.”
Embora a capacidade do recinto se mantenha, o espaço que o Ageas Cooljazz ocupa no Parque Marechal Carmona foi alargado e será aberta uma segunda entrada para o festival, junto da Marina de Cascais, o que permitirá também uma melhor circulação para entrar e sair do evento.
“Nas duas últimas edições, aumentámos bastante o número de espectadores por dia e sentimos que, em alguns dias, com mais público, estava a ficar apertado”, conta a promotora do Ageas Cooljazz. “Depois do atendimento do food court e dos bares, a pessoa quer estar sentada e estava a faltar esse espaço para todos conviverem. Assim como a parte das casas de banho. Então havia essa necessidade e o Parque Marechal Carmona é grande.” A expansão do recinto e a abertura de um segundo portão promete assegurar uma “experiência melhor, com mais espaço e conforto” dentro do festival.
Em relação à programação, Karla Campos acredita que o público de um festival é hoje mais eclético do que no passado e que a música num evento como o Ageas Cooljazz deve reflectir isso mesmo. “Cada vez mais somos ecléticos nas nossas preferências musicais, portanto a curadoria do festival vai acompanhando a evolução dos gostos das pessoas. Conseguimos atender vários públicos e essa é mesmo a intenção.”
Também por isso mesmo, e em parceria com o Access Lab, o festival vai melhorar a acessibilidade ao introduzir concertos com interpretação em Língua Gestual Portuguesa e coletes de vibração, a pensar na comunidade surda; e a gratuitidade do Bilhete de Acompanhante para pessoas com grau de incapacidade igual ou superior a 60%.
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