Último Mortal: A estreia de Puro L

[TEXTO] Alexandre Ribeiro [FOTO] DR

O lançamento do primeiro álbum funciona como nosso cartão-de-visita e Puro L mostra-nos que chegou perto do que imaginou. “Acho que consegui fazer um álbum coeso e lógico, com alguma originalidade à mistura, onde todas as faixas remam na mesma direcção apesar de terem sonoridades e abordagens aos temas bastante diferentes entre si”, disse em conversa com o Rimas e Batidas.

A produção é componente obrigatória na construção do álbum e Daniel Silva, nome de nome de nascimento de L, teve duas abordagens. “Uns foram-me chegando ‘sugeridos’ pelos próprios produtores, outros foram procurados por mim no portefólio de alguns beatmakers… Resta dizer que a selecção foi feita sem olhar aos nomes dos produtores e que o foco esteve, e estará, sempre no groove dos beats.”


 


 

A diversidade sonora que se vai ouvindo ao longo de Último Mortal é cimentada por uma conversa no skit “Isto Não é Só Um álbum De Rap”, onde diz que não é um álbum de rap, é um álbum de música. “Antes de gostar de rap, gosto de música… Desde o pop ao fado, passando pelo nu-metal ou pelo punk rock. A primeira vez que pisei um palco foi a tocar djembé e a fazer covers dos Madredeus, portanto, efectivamente, antes de fazer rap, a minha paixão é fazer música”, esclareceu de forma assertiva.

E acrescentou: “Além disso, não me revejo em praticamente nenhum estereótipo associado ao ‘rapper’ ou aos costumes que lhe são atribuídos, apesar de ter que levar com isso sempre que digo que faço música no estilo rap. Ainda assim, lido bem com isso portanto esse skit é realmente um momento de humor, e uma forma de fugir a rótulos.”


 


 

O Porto é parte importante da formação como pessoa e MC e “A” influência apontada por L são os Dealema, colectivo histórico do Norte. A tentar encontrar o seu próprio espaço, L tentou fazer um bom álbum … para um “mísero mortal”.