The Blueprint, de Jay-Z, na Biblioteca do Congresso norte-americano

[FOTO] Andrew White

O sexto álbum de Jay-Z foi escolhido pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da América para fazer parte do seu espólio.

Todos os anos, a instituição faz uma selecção de trabalhos que considere “culturalmente, historicamente ou esteticamente importantes para o legado da nação”. The Blueprint junta-se a discos de De La Soul (3 Feet High and Rising), John Coltrane (A Love Supreme), Marvin Gaye (What’s Going On), Run DMC (Raising Hell), N.W.A. (Straight Outta Compton), Public Enemy (Fear of a Black Planet), Lauryn Hill (The Miseducation of Lauryn Hill) ou Gil Scott-Heron (The Revolution Will Not Be Televised).

Lançado no fatídico 11 de Setembro de 2001, o sucessor de The Dynasty: Roc La Familia contém uma série de canções intemporais do rapper nova-iorquino. “Takeover” e “Izzo (H.O.V.A.)”, ambas produzidos por um jovem Kanye West, saltam à vista, mas, olhando para o alinhamento completo, encontramos um conjunto de pérolas que sobreviveram ao teste do tempo. Bink, Just Blaze, Timbaland e Eminem (o único MC creditado para além do protagonista) foram os outros produtores a deixarem a sua marca num dos melhores projectos da carreira de Jigga (algo corroborado pelo próprio).

Depois desse disco, Shawn Carter editou mais sete LPs. No mais recente, 4:44, de 2017, demonstrou que está em boa forma e, sem pretensões de o fazer, certamente, estabeleceu uma ligação com o cancioneiro português, samplando “Todo o Mundo e Ninguém“, do Quarteto 1111, em “Marcy Me”.


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