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Texto: ReB Team
Fotografia: Camille Leon

O músico algarvio anda ocupado...

Sickonce: Sequence (Vol.3), a obra de Perigo Público e Porcelana ao vivo

Texto: ReB Team
Fotografia: Camille Leon
Se muitos produtores remetem-se (ou são remetidos) para a sombra, isso não se aplica a Rafael Correia. E esta semana é a prova clara disso mesmo: lançou o terceiro volume da série Sequence, dedicou a sua rubrica mensal, Figura de Acção, ao seu colega Perigo Público e, este sábado, vai apresentar Porcelana em Loulé. Falámos com Sickonce (aka Gijoe) sobre as novidades, a edição em azulejo do seu mais recente disco e os planos para 2020.

Fala-nos deste especial Figura de Acção: que viagem é esta em torno da obra do Perigo Público, quais as paragens nesta viagem, etc? Apesar de já trabalhar com o Perigo Público desde muito cedo na minha/nossa carreira, sempre foi um artista que considerei como um dos melhores MCs, tanto no freestyle como ao vivo e, cada vez mais, em escrita. Por isso, como DJ e coleccionador de música, fui guardando no meu arquivo música dele. Se a isto adicionarmos o grande arquivo de músicas que ele tem gravado comigo e não só, também na Kimahera, consegui criar aqui uma pasta muito grande de música dele. Quando lhe mostrei o set que gravei, até ele ficou admirado porque há musicas que ele não sabia que eu as conseguia ter ou mesmo outras que nunca foram editadas e que eu fui buscar aos arquivos Kimahera. Tens então Jeans Monroe, 1991, Porcelana, Palavra de Músico, mixtapes de Quarteira, improvisos, takes perdidos, músicas que seriam para álbuns nossos que não chegaram a acontecer, participações do Perigo com outros artistas e produtores… O Porcelana continua central na tua vida e na de Perigo Público, acabaram de lançar a versão física em azulejo com marca da artista plástica Inês Barracha. Qual o balanço deste projecto a duas mãos e uma garganta? O Porcelana é o centro da minha vida, actualmente! Estamos muito orgulhosos do trabalho e estávamos ansiosos de chegar a esta segunda fase (o azulejo e concertos) para poder continuar a desenvolver o nosso conceito. Este sábado vão apresentar o trabalho ao vivo no Cine-Teatro Louletano. Podes antecipar o concerto? Sábado vamos fazer o que consideramos a apresentação oficial do álbum na “nossa terra”. Ou seja, será com certeza um concerto especial porque a quantidade de convidados e momentos preparados exclusivamente para o concerto não se irá repetir. Além da formação que temos actualmente (Perigo Público, Sickonce, João Barroso (back vocals), Sara (back vocals), Susana (back vocals), Carolina (back vocals), Léo (teclas), Luís (tec), Herman (vídeo) e Joana (foto), convidámos o pessoal que entrou no disco e pessoal com quem nos relacionamos em projectos ou pessoalmente e com os quais trabalhámos em versões exclusivas para este concerto: João Frade (acordeão), Filipe Valentim (saxofone), Biex (MC), APC (MC, voz), Tribruto (MCs), Sacik Brow (MC), Fragas (voz), Iniciado (MC) e Elísio (voz). E se não acabarem antes, ainda existirão peças de Porcelana para venda. Também acabas de editar novo EP, o volume três da série Sequence. Que direcções exploras? Estes EPs são um pouco o arrumar de ideias que vou tendo e vou deixando a marinar na minha paste de instrumentais. O arrumar serve para eu agrupar por temáticas coisas que vou fazendo sem pensar muito num destino ou em que gaveta colocar. Este anda por ambientes mais lo-fi, chill, coisa de Inverno. Tenho muita coisa feita nesta onda mas não costumo editar. Mais planos para 2020? Para próximo tenho Porcelana ao vivo, lançamento de MODA VESTRA (Sickonce X João Frade), fui convidado para dirigir musicalmente e fazer parte de um concerto inserido no festival literário Lisboa Cinco L, com convidados muito bons a nível da palavra/RAP, trabalhar em coisas novas com a Russa, outros projectos do Algarve e não só. E claro continuar sempre os EPs Sequence.

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