Já são conhecidos as primeiras confirmações para a 16.ª edição do Semibreve — festival de música eletrónica e arte digital. De 22 a 25 de Outubro, voltará a ocupar vários espaços da cidade de Braga. Uma edição que continuará a fazer de performances, exposições, conversas, cinema e workshops um estimulante programa cruzando várias disciplinas. Palco para artistas inovadores, entre a música, arte visual e tecnologia, dando especial foco à exploração e composição audiovisual, som espacial e práticas digitais emergentes. Outra matriz, cada ano mais vincada e identitária, é a escala e a proximidade, estimulando um sentido de comunidade.
Serão quatro as estreias mundiais para esta edição. O Semibreve será palco para a electrónica experimental de Sophie Schnell (aka PYUR), que irá apresentar Mass Oneiria, o seu quarto álbum. Para o efeito conta com visuais do artista Tarik Barri. Outra estreia mundial será para “Howlround” do compositor paquistanês-americano Qasim Naqvi, baterista do trio Dawn of Midi, com um espetáculo audiovisual para sintetizador modular, com vídeo feedback de Steven Wendt. Flesh and Bones, novo álbum de Malcolm Pardon, conhecido pelo duo Roll The Dice com Peder Mannerfelt, fará a sua estreia mundial no palco do Semibreve, com uma performance expandida por filme e cenografia do artista visual Gustaf Broms. O compositor e músico João Carlos Pinto, após um ano como artista residente na Casa da Música, vai estrear “A1-0 N3” no festival; uma nova performance imersiva, de inspiração sci-fi e tecno-futurista.
Após a estreia na Berliner Philharmoniker de “Saffron on Grey”, o Semibreve acolherá a segunda apresentação, do compositor e maestro Oscar Jockel, que o junta ao produtor e guitarrista austríaco Christian Fennesz, e a mais um ensemble de 12 músicos, num desenho de luz único. “Lunng” é a nova obra do artista Sam Slater, que trará uma performance com convidados, em que cenografia e desenho de luz é assinada por Theresa Baumgartner.
Entre as estreias em palcos nacionais de novos álbuns, contam-se a da pianista, compositora e artista sonora Noémi Büchi. Que apresentará Exuvie, num espetáculo com visuais a cargo de Brigitte Faessler. O terceiro álbum de TYGAPAW Together You Gather All Power Applied Worldwide, que anda entre o industrial, o dancehall e o techno, com foco na identidade negra queer e trans, será a base para uma performance que se prevê poderosa, inquietante, sensual e mobilizadora no Semibreve. A artista franco-tunisina Azu Tiwaline apresentará um concerto baseado no seu recente trabalho, com Cinna Peyghamy, numa fusão singular de cultura dub, hipnose techno e música berbere.
O acesso ao programa completo do festival será limitado aos detentores de passes gerais, já disponíveis e em quantidade limitada.