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Texto: ReB Team
Fotografia: Raimundo Carvalho
Publicado a: 04/06/2026

Com uma nova (e complexamente simples) faixa cá fora.

SAMALANDRA: “Estamos a chegar a uma fase onde as referências se vão diluindo naquilo que temos explorado”

Texto: ReB Team
Fotografia: Raimundo Carvalho
Publicado a: 04/06/2026

SAMALANDRA dão hoje início a uma nova jornada com o lançamento de “Monocroma”, um exercício de precisão cirúrgica e uma declaração de intenções onde a aparente limitação de uma só cor se revela, na verdade, uma lente de aumento para as texturas mais ínfimas do som. 

A mais recente faixa do trio despoja-se de ornamentos para expor a ossatura melódica, transformando a repetição num mantra hipnótico e a escassez num território fértil para a tensão. Em jeito de antecipação de um novo disco, SAMALANDRA opõem-se assim à ideia de que a inovação está no excesso, provando que até as paletas mais reduzidas podem gerar o maior dos impactos, num rigor quase científico que reduz as pulsações à beleza do que é essencial.

Ao Rimas e Batidas, a bandleader Débora King deu a conhecer um pouco mais do universo em que se insere este “Monocroma”.



Dizem que há ainda mais electrónica no novo single. Podes elaborar um pouco sobre isso? Que instrumentos usam, qual a estética que exploram?

Na verdade, nós mantemos os elementos que mais nos caracterizam e a formação de trio. A diferença é que há mais ambientes com exploração eletrónica, um híbrido entre baterias eletrónicas e acústicas e uma maior presença de sintetizadores. A estética que exploramos é a do mundo da música beat, que já é quase um género em si mesmo.

Que referências apontam nesta nova direcção?

É sempre uma pergunta difícil de responder, visto que cada um de nós ouve música variada. Mas os pontos em comum estão algures entre Kaytranada, Knower, sedatø, Meschell Ndegeocello. Embora estejamos a chegar a uma fase onde as referências se vão diluindo naquilo que temos explorado.

Há um afastamento dos elementos jazz que marcavam o vosso primeiro registo ou essa ligação mantém-se?

A ligação mantém-se e continua a sentir-se na composição dos temas e na improvisação. Ainda é um dos primeiros géneros que nos vem à cabeça quando temos que descrever a nossa música.

Que podem já revelar sobre o álbum que aí vem? Convidados? Algum detalhe que se possa avançar?

Podemos revelar que o álbum está a ser co-produzido com o Raimundo Carvalho e que vamos ter um convidado especial numa das músicas: o Mané Fernandes. Também podemos avançar que vamos ter versões novas das bonus tracks da edição do primeiro EP em vinil: “Girafa” e “Nawi”.


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