“Pedaço”: Secta e Metamorfiko voltam a entrar na [caixa]

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Secta e Metamorfiko voltaram a entrar na [caixa] para revisitar “Pedaço”, que conta agora com um videoclipe realizado por Sebastião Santana e editado por Luís Almeida.

Foi em Outubro de 2018 que o rapper da Marinha Grande e o produtor de Portimão deram a conhecer o primeiro projecto colaborativo, por intermédio do colectivo COLÓNIA CALÚNIA. Nas contas do ano transacto, [caixa] ficou cotado como um dos melhores discos do ano para a equipa do Rimas e Batidas, com Rui Miguel Abreu a frisar que Secta e Metamorfico “valem-se de uma infinita coragem, aquela que nos impele a avançarmos caverna adentro, mesmo quando o silêncio é sepulcral e a ausência de luz faz disparar todos os alarmes da imaginação.”

O Rimas e Batidas conversou com o Metamorfiko sobre o novo single, o balanço deste primeiro ano de [caixa] e os planos que traça para um futuro breve.



Fala-nos do conceito escolhido para este videoclipe. Como surgiu e se desenrolou esta ideia e de que forma é que ela casa com a temática e a sonoridade da faixa?

A ideia para o video foi do Sebastião. Ele sugeriu que fizéssemos algo para essa faixa com uma distorção de um “Pedaço” de vidro que ele tinha lá em casa. Depois em conversa acabou por surgir a ideia de o Secta usar o fato preto e essa figura ser a personagem do video, uma entidade negra. A escolha do azul no video acho que é óbvia se o pessoal ouvir a letra.

Agora com um ano de vida — e depois de ter sido destacado com um dos melhores projectos de 2018 — que balanço fazes da [caixa]?

Tudo o que veio depois do álbum sair foi fantástico, desde o props do pessoal, às críticas, aos concertos, não podiamos estar mais gratos. É daqueles projetos que marcam o teu percurso e acho que o pessoal percebeu o que nós queriamos apresentar e o conceito em si.

Levaram o disco aos palcos da Casa Independente, do ID_NO LIMITS e do Festival Impulso. O que destacas desta tua estreia na estrada?

Acho que o mais importante nos concertos é estarmos a curtir e deixar fluir. Tentámos ter sempre algumas surpresas, nem que seja um interlúdio, e o pessoal tem reagido bem. Eu curto olhar para o pessoal e ver as reações. Por exemplo no ID, quando começámos e ainda só estava eu no palco, pus a tocar uma intro melancólica. Houve silêncio completo do público, senti que estavam mesmo a interiorizar aquilo, foi demais.

O que se segue? Já tens novos trabalhos em mão?

Em breve vai sair o meu álbum de instrumentais a solo. Não há participações, sou só eu sem barreiras ou estilos em mente. Vai ser um registo diferente.


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