Novidades na Casa das Máquinas: MPC X e MPC Live

[TEXTO] Manuel Rodrigues [FOTO] Direitos Reservados

 

Dizer que a Akai lançou dois novos modelos de MPC que trabalham em modo standalone pode não parecer grande novidade, afinal de contas, desde 1988, com a MPC 60, que esta gama de samplers se tem regrado pelas mesmas doutrinas. Certo? Mais ou menos. A verdade é que dois dos mais recentes modelos da marca, a MPC Renaissance e a MPC Touch, dependem de software externo – vulgo computador – para trabalharem, numa filosofia muito similar à da Native Instruments. É normal que o regresso ao formato standalone se tenha mantido uma incógnita nestes últimos anos e que os novos aparelhos, a MPC X e a MPC Live, sejam uma dissipação da dúvidas. Sim, a Akai está de regresso ao formato standalone: já é possível respirar de alívio.

 


mpc-live

 MPC Live


A grande novidade foi revelada no início da semana passada, através de um vídeo promocional, com cerca de um minuto e meio de duração, capaz de deixar qualquer um a salivar. Os dois novos modelos de MPC (X e Live, caso o alvo seja o estúdio ou o palco, respectivamente) fazem-se acompanhar do clássico conjunto de pads que já se tornaram numa imagem de marca. Perdão, uma imagem da marca. São dezasseis, com diferentes níveis de sensibilidades, diversas funções e uma paleta RGB que permite a organização por cores. É a partir destes botões quadrados que serão disparados aqueles bombos e tarolas capazes de fazer estremecer qualquer espaço.

Ambas as máquinas possuem um ecrã táctil de dez polegadas que permite ao utilizador navegar ao longo dos menus, carregar sons, cortar loops, fazer zoom e todas aquelas funções que dá jeito ter à mão. Para além disso, o modelo X contêm um conjunto de potenciómetros rotativos que altera a sua funcionalidade consoante a opção escolhida, graças aos pequenos painéis de leds que podemos encontrar no topo de cada um desses botões. No caso do modelo Live, a grande diferença reside na portabilidade e na capacidade de trabalhar sem estar directamente ligado à corrente, recorrendo a uma bateria incorporada. As duas máquinas possuem 16 gb de memória interna e 10 gb de sons internos, que, certamente, poderão ser manipulados à vontade do utilizador.

As novas MPCs da Akai funcionam em formato standalone, ou seja, sem precisar de “ajuda” externa, porém, caso o utilizador prefira ligar o seu aparelho ao computador, poderá fazê-lo, pois tanto a MPC X como a MPC Live trabalham com o software MPC 2.0, disponível para PC e Mac. Os preços das mais recentes máquinas da Akai podem variar entre os $1199 e os $2199, caso se trate da versão Live e X, respectivamente.

 


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