Hyzer, holympo e Palazzi apresentam nova editora com “Vaivém”

[TEXTO] Gonçalo Oliveira [FOTO] Direitos Reservados

holympo, Palazzi e Hyzer acabam de dar o pontapé de saída da Mio Motto, editora independente que reúne alguns dos melhores talentos da nova vaga de artistas a surgir no espectro da música urbana.

“Em equipa que ganha não se mexe”, sublinha holympo em conversa com o Rimase Batidas. Na novíssima “Vaivém” é recuperada a formação que deu origem a “Shawty”, um dos grandes hits de 2019 para a Zona Centro e que teve algumas repercussões a nível nacional, muito graças ao bom desempenho de holympo, Palazzi e Hyzer n’O Game, o concurso de talentos da WTF em parceria com a Think Music. Phonesex.jpeg, um dos realizadores creditados no videoclipe lançado há quase um ano, assume a solo a realização deste novo single.

Mas há outros nomes dos quais podem esperar novos trabalhos através da Mio Motto. Aos quatro criativos que assinam “Vaivém” juntam-se também os MCs HeartLess, TCS e J. Motion, os beatmakers L0tus, Nedved e Guire e o filmmaker Marcos11. “Banger after banger after banger” é o plano que a nova label adopta para as semanas que se seguem.

Depois de o termos dado a conhecer aos nossos leitores pela altura em que editou o EP de estreia Arritmia, o ReB voltou a conversar com holympo sobre este novo marco na carreira.



Não são propriamente caras novas uns para os outros. Como é que surge esta ideia de unir esforços para edificar uma nova editora independente no panorama nacional?

A ideia parte da união. O processo de criação da label inicia-se no sentido de fusão de estilos e forças para que todos possamos criar e expor a nossa música em conjunto, testando conceitos como mistura, experimentação e visibilidade. A reunião de uma equipa com tanta força como esta tem resultado na evolução abrupta dos artistas, tanto individual como colectivamente. Tudo nasceu de um só objectivo: fazer música. O resto virá por acréscimo. Na nossa busca por talentos dentro do nosso círculo, conseguimos juntar músicos para cada registo, contando com artistas com a sua música mais exposta ao mercado, como eu e o Palazzi, e pescando novos talentos com um potencial enorme, como o TCS, HeartLess e J. Motion. Mas a equipa de artistas não irá acabar aqui: pretendemos ir repescar ainda mais artistas (we’re always looking). Em confidência máxima, estamos agora a negociar a entrada também do DEZ. Para além deste leque de artistas contamos com uma equipa composta por alguns dos melhores produtores da nova escola, sendo eles o Hyzer, o Nedved, o Guire e o L0tus. Mantemo-nos também com dois filmmakers de classe que não são estranhos ao grupo: Marcos11 e Phonesex.jpeg. E a equipa está feita. Isso é team de winner.

Explica-me este conceito de Mio Motto. O que está por detrás deste nome?

The Motto is Mio Motto. O lema é o meu lema. Aponta à singularidade de cada um e à união ao mesmo tempo. Conduzir com um objectivo sabe sempre melhor, então quando conduzimos com companhia a viagem é ainda mais gratificante.

Inauguras o catálogo com uma faixa ao lado do Palazzi e do Hyzer, acompanhado com um videoclipe do Phonesex.jpeg, a fórmula de sucesso que já vos levou a “Shawty”. Quase um ano após esse single, que diferenças encontram neste vosso mais recente lançamento e o que é que vos fez utilizá-lo enquanto primeira amostra desta nova label?

Algo que eu aprendi com o Palazzi é que “em equipa que ganha não se mexe”. Percebi isso sem grande problema quando nos juntámos no estúdio a ouvir beats do Hyzer e esse refrão da “Vaivém” me saiu por instinto e o Palazzi se juntou a essa festa de improvisos. 30 segundos depois sabíamos que tínhamos um hit feito. O nosso processo criativo é muito fluído e forte. Por isso, decidimos assumir a responsabilidade de ser o primeiro lançamento da Mio Motto. Veremos como corre a partir daqui.

Alguns de vocês participaram na edição de estreia do O Game e conquistaram uma aproximação ao universo da Think Music e alguma popularidade em vários pontos do país, bem como um natural boost de experiência dentro do ramo musical. O que mudou na forma como têm criado novos temas desde então?

Ter noção do ambiente profissional por detrás do ramo musical abriu uma dinâmica diferente em todos nós e lidar com os meus artistas favoritos é no mínimo mind-blowing. Nenhum de nós quando começou esta “brincadeira” esperava estar chegar aqui. Um especial obrigado ao Benji, que se mantém sempre por perto e que foi uma das grandes influências na criação deste grupo. Quanto à pergunta em si, o que mudou? Profissionalismo, garra e ambição.

A chegada da Mio Motto bem no arranque do ano abre espaço a boas perspectivas quanto ao futuro próximo. O que se segue a partir daqui?

Esta chegada está a ser planeada há 4 meses e o que se segue é simples: banger after banger after banger. Tenho muita confiança na nossa equipa e fico feliz de termos uma drive cheia de singles, projetos, videoclipes. Daqui a umas semanas há mais novidades. Agora é esperar que o feedback seja tão positivo quanto esperamos.


Gonçalo Oliveira

Gonçalo Oliveira

Filho bastardo do jazz e da soul que encontrou no hip hop uma nova forma de abordar linguagens musicais perdidas no tempo. Não tem uma música favorita porque Jimi Hendrix e J Dilla nunca trabalharam juntos.
Gonçalo Oliveira

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