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Álbum perdido de J Dilla a caminho

 

James Yancey, mais conhecido por J Dilla, já não se encontra entre nós, mas as suas edições continuam a um ritmo avassalador. The Diary é o novo álbum a sair das prateleiras para o conhecimento público e estará cá fora no dia 15 de Abril deste ano. A tracklist pode ser vista no site da Rappcats e encontramos entre as faixas singles já lançados: “Fuck The Police” – um clássico de Jay Dee -, “Trucks“, “Give Them What They Want” e “Anthem“.

O anúncio foi feito por Nas, que mostrou o exclusivo “The Introduction”, no programa da Beats 1 de Zane Lowe, sendo a Mass Appeal, editora fundada pelo MC, a responsável pela edição do registo em conjunto com a PayJay, selo que estava “congelado” e que foi recuperado de propósito para este lançamento. The Diary tinha data de saída marcada para 2002 e é um conjunto de faixas onde se encontra o icónico produtor a rimar, tendo convidado Snoop Dogg, Bilal, Kokane, Frank n Dank, Nottz e Boogie para as vozes e Madlib, Pete Rock, Hi-Tek, Nottz, House Shoes, Supa Dave West, Bink! e Karriem Riggins para a produção.

A concepção deste álbum deu-se quando Dilla foi afastado da sua major MCA e o projecto só agora conseguiu sair à luz do dia. Egon, antigo director-geral da Stones Throw Records e ligado a álbuns como Donuts ou Jaylib, foi o responsável por guiar todo o processo e contou à Rolling Stone as dificuldades que sentiu: “Retirar os ficheiros, encontrar o software que ele utilizou, voltar a eles outra vez porque nesse ponto já era arcaico, retirar os ficheiros para que realmente pudéssemos olhar para eles, levou anos. Literalmente anos. Mete isto na cabeça, Nós fomos capazes de conseguir alguma “fruta madura” mais cedo do que conseguimos nos outros, foi assim que no Ruff Draft, com os instrumentais e faixas não-lançadas tiveram a possibilidade de estar cá fora. Isso foi fácil de encontrar. Estava muito bem definido. O registo já tinha saído, por isso tínhamos um ponto de referência, sabes o que estou a dizer? Foi bastante simples. Este álbum foi uma chatice do caraças.”

O mês de Fevereiro tem sido pródigo em celebrar a obra de Dilla por esse mundo fora, sendo o Rimas e Batidas uma voz activa nessa celebração com vários artigos sobre o produtor e uma festa no Musicbox. Donuts foi lançado em Fevereiro e a sua morte deu-se três dias depois desse aclamado álbum. Depois de Dillatronica obra do filho pródigo de Detroit continua a permanecer bem viva entre nós.

 

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