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Fotografia: Direitos Reservados

Para os fãs a sério que querem vestir literalmente a camisola.

A selecção do Hip Hop Tuga já pode vestir a camisola e entrar em campo

Fotografia: Direitos Reservados

Às vezes basta uma boa ideia. Se alguma vez imaginaram como ficaria o vosso álbum favorito de hip hop português se se tornasse numa camisola de futebol, Joel Corte da Silva, designer em regime freelancer, fez-vos o favor de materializar (digitalmente) esse desejo.

Tudo começou oficialmente com Serviço Público de Valete nos primeiros dias de Maio, mas a ideia já estava a ganhar forma desde 2019: “Veio do seguimento duma pesquisa que fiz o ano passado, vi que alguém tinha feito o mesmo só que com álbuns norte-americanos e camisolas de basquetebol. Gostei do conceito e sempre ficou comigo. Tendo em conta que tinha tempo e queria fazer algo que gostasse de meter no meu portefólio, achei que era a oportunidade perfeita para poder adaptar o mesmo conceito, só que com coisas que eu gostava e que estavam ligadas à minha cultura — neste caso, hip hop e futebol.”

Para além do segundo álbum de Keidje Lima, há abordagens a Caçador de Sonhos de Praso, o disco homónimo dos 5-30, #FFFFFF de ProfJam, Sem Cerimónias dos Mind da Gap e T&C/AVNP&NMTC de NERVE, tudo escolhas baseadas no seu “gosto pessoal” e na “estética das capas dos álbuns”, excepto o projecto do pioneiro grupo nortenho: “o álbum dos Mind da Gap foi pedido por um utilizador no Reddit”, explica-nos.

Natural da Calheta, Madeira, mas actualmente a viver em Manchester, Inglaterra, onde se formou na Metropolitan University, o designer gráfico de 25 anos já começou a receber as primeiras abordagens: “Logo no início tive a felicidade de ser abordado por uma marca de streetwear portuguesa baseada em Londres, a Foreign”. Os artistas também não demoraram a mostrar o seu apreço: “Por acaso todos reagiram, menos o Valete [risos]. É bastante gratificante, apesar de ser só um gosto, uma partilha ou um comentário, é bom saberes que as pessoas estão a ver o que fazes e gostam. Por exemplo, o ProfJam disse que queria que fosse mesmo merch collab com a Nike e eu fiquei só ‘ih, foda-se’. O NERVE também acho que gostou bastante. Estou bastante feliz.”

A concretização deste conceito poderá não demorar e a vontade de fazer mais pode alimentar ainda mais o catálogo: “Apesar de inicialmente só querer fazer seis, devo fazer mais algumas, pela dimensão que isto está a tomar. Depois vou parar porque não quero ser só ‘o gajo das t-shirts da bola x hip hop’. E não quero saturar o conceito, acho importante saber parar”. E conclui: “Talvez explore hip hop doutros países como o Brasil, ou até outros géneros musicais. Eu inicialmente tinha uma lista só que não a tenho seguido. Portanto, se quiserem ver as próximas, podem seguir a conta.”


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