7 Dias, 7 Vídeos

[TEXTO] Gonçalo Oliveira [FOTO] Direitos Reservados

Era digital, informação à velocidade da luz. Vídeos e músicas a soçobrar pelas plataformas virtuais. Novidades emaranhadas entre si, confusão sónica, sentidos desorientados. Quem nos guia? Por onde vamos? Para onde vamos?

7 Dias, 7 Vídeos é o resgate audiovisual semanal nos terrenos do hip hop e electrónica. Filtragem de qualidade, barreira contra a poeira que nos cega com tanto de novo, com tanto para espreitar e escutar.

 


[1982] “Fuck Ya Lifestyle” feat. Nemz & Beanz

Statik Selektah e Termanology reactivaram a dupla 1982, cuja estreia aconteceu há oito anos com o LP homónimo. Rapper e produtor ainda voltaram a unir esforços dois anos depois com 2012 e só agora regressaram ao activo com um novo disco. Em 2018, os dois já se tinham encontrado em “No.8” e “Passport Kingz”, faixas pertencentes aos projectos a solo que lançaram este ano.

Still 1982 saiu no dia 23 de Novembro e tem agora “Fuck Ya Lifestyle”, single que conta também com as aparições de Nemz e Beanz. Conway, CJ Fly, Lil Fame dos M.O.P. e Crimeapple também marcam presença no terceiro álbum assinado por Statik Selektah e Termanology.

 


[Black Eyed Peas] “BACK 2 HIPHOP” feat. NAS

Antecipava-se um ano de mudança positiva para os Black Eyed Peas, que, depois de verem Fergie sair do grupo, meteram em marcha um plano que os levaria a recuperar a sua sonoridade original. Cinco videoclipes depois, will.i.am, apl.de.ap e Taboo editaram o tão aguardado Masters Of The Sun Vol.1, que no decorrer da semana passada gerou mais um single — “BACK 2 HIPHOP” é a faixa que abre o disco e tem a colaboração de NAS, que também regressou aos discos em 2018 com a ajuda de Kanye West.

 


[xtinto] “Quentin Miller” (Prod. rkeat)

xtinto esteve recentemente em destaque no Rimas e Batidas, que publicou uma entrevista de apresentação ao rapper de Ourém. Enquanto não nos chega o EP de estreia, que está a ser cozinhado a meias com benji price, xtinto continua próximo do universo Think Music, recrutando um dos seus produtores para este “Quentin Miller”, tema que serve para aproximar do trap os verdadeiros apaixonados pela componente mais lírica do rap.

 


[Vasconcelos Crew] “Tipo Kanye”

2018 foi um ano calmo para a Vasconcelos Crew, que viu Claustro a estrear-se a solo com o EP Na Laziness o Mais Guru. O colectivo de Coimbra aponta agora a um 2019 mais produtivo, já que tem um novo projecto na calha antecipado por este “Tipo Kanye”. A faixa é produzida por MCF, que volta a ser figura de destaque também ao microfone depois do primeiro teste em “Whisky Com Marante”, e tem Claustro, Litos e Haka como MCs principais.

 


[Malibu Ken] “Corn Maze”

Ainda é muito cedo para prever quem vão ser os artistas mais cintilantes em 2019, mas Aesop Rock e TOBACCO querem antecipar-se à corrida e já anunciaram o disco homónimo de estreia do projecto Malibu Ken para o mês de Janeiro. “Corn Maze” sucede a “Acid King”, dado a conhecer há um mês, e volta a colocar um dos mais aclamados MCs do circuito independente na órbita da cultura beat experimental.

 


[Lee Scott] “TITLE TRACK”

Lee Scott encerra 2018 em grande forma com a edição do segundo projecto a solo deste ano, depois de ter também editado trabalhos com Black Josh, Reklews e Nobodies Home, que assinam a produção deste tema servido num videoclipe minimal. “TITLE TRACK” é o terceiro single a surgir de Lou Reed 2000, editado pela Blah Records no início deste mês. Lee Scott assegura a maioria da produção do álbum, que conta com as participações de Jam Baxter, King Grubb e Sadhu Gold.

 


[Ice Cube] “That New Funkadelic”

Alguém pediu um Natal regado a funk? Ice Cube tem a receita para um pezinho de dança junto à lareira neste seu “That New Funkadelic”, que foi o tema em destaque na sua passagem pelo The Tonight Show with Jimmy Fallon, com o acompanhamento instrumental servido pelos The Roots. Está encontrado o novo single de Everythangs Corrupt, o décimo álbum a solo na longa carreira de Ice Cube.

Gonçalo Oliveira

Gonçalo Oliveira

Filho bastardo do jazz e da soul que encontrou no hip hop uma nova forma de abordar linguagens musicais perdidas no tempo. Não tem uma música favorita porque Jimi Hendrix e J Dilla nunca trabalharam juntos.
Gonçalo Oliveira