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Fotografia: João Viegas

Bed of Roses é o título do disco.

Violet anuncia álbum de estreia para Setembro

Fotografia: João Viegas

Da criação da Rádio Quântica à presidência da editora naive, a produtora Violet é uma mulher de armas — e de palavra. No passado mês de Fevereiro, em conversa com o Rimas e Batidas, prometia o seu álbum de estreia ainda para 2019; depois do EP New Visions, ei-lo agora à espreita. O longa-duração Bed of Roses sai a 20 de Setembro com selo da Dark Entries Records.

“Um dispositivo de cura…” é como a DJ e autora, de seu nome verdadeiro Inês Coutinho, descreve o disco, que recua às influências, alegrias e obstáculos que permearam a sua vida. São 10 canções que perfazem um “diário” de memórias infantis e adolescentes: do amor e dos momentos que são “rosas” na sua história até às dores de crescimento que se fizeram “espinhos”.

É este o conceito a que o título, emprestado da sua música favorita dos Bon Jovi quando tinha nove anos, alude; a designer Eloise Leigh transfere-o para a capa, com motivos de “auto-inspecção e esperança” e um cruzamento entre a estética de “quarto de rapariga adolescente” e técnicas tridimensionais.

Do interesse precoce nos “primeiros dias da rave em Portugal” nos anos 90 até à sua “revolução rave”, a produtora segue firme num “caminho continuado de exploração; sónico mas também sociopolítico”. Nome já bem conhecido de publicações como a Resident Advisor e a Mixmag, Violet salta de palco em palco pelo globo, munida da sua abertura, ética de trabalho e a busca de justiça para as comunidades marginalizadas. “Quando paramos de falar a coisa volta ao normal”, afirmou ao Rimas e Batidas. “Volta ao status quo, que é bastante patriarcal e bastante branco. Nós temos de continuar a trabalhar, sem dúvida.”


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