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Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

O primeiro curta-duração do rapper tem lançamento previsto para os últimos meses de 2020.

Vado Más Ki Ás: “Neste EP quero mesmo que cada tema tenha o seu significado”

Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

Vado Más Ki Ás tem mais um novo tema: “Química” sucede a “Justiça” e conta com a participação de Gang, também da crew MKA.

Lançou o álbum de estreia Vitórias e Privilégios no final de 2019 e esteve afastado das edições desde então. Com os palcos encerrados por causa da pandemia — entretanto reabertos mas ainda muito longe da regularidade desejada — foi através do Instagram que o rapper foi mantendo a ligação à sua base de fãs, atenta e à espera dos seus próximos passos.

Passos esses que foram de gigante. Vado foi um das surpresas no último EP de Dino D’Santiago, editado em Abril, com o cantor a servir de ponte entre o jovem da Linha de Sintra e Paula Homem, directora geral da Sony Music Portugal. Desses contactos resultou mais uma conquista para o rap crioulo, cuja representação nas editoras major tardou em chegar mas está agora em destaque.

Tal como em “Justiça”, Rafael Duarte foi o realizador escolhido por Vado para assinar a peça visual que acompanha “Química”, o single de avanço do próximo EP do artista, um projecto conceptual em que não vale repetir temáticas.



As coisas têm andado calmas para os teus lados nos últimos meses mas voltaste a surgir agora com bastantes novidades.

Ya, é verdade. Estou a mostrar agora as coisas nas quais andei a trabalhar este ano, nestes últimos meses. Estive parado. Lancei o álbum em Novembro e depois acabou por acontecer essa cena da pandemia. Então estivemos um bocado resguardados e isso deu-nos tempo também para fazer as coisas um bocadinho melhor. Agora decidimos mesmo trabalhar estes dois singles e um EP. Estes foram os primeiros singles e estão a correr bem. Já estou aí nas tendências [risos]. Um gajo está feliz, ya. Acabei de vir da SIC Radical, tive uma entrevista lá. Está a correr tudo bem. Graças a Deus.

E esse EP já está completo ou ainda estás a desenvolver alguns desses novos temas?

Está praticamente tudo feito. Nestes meses em que estive de quarentena aproveitei para comprar material de estúdio, montei-o em casa e estou a trabalhar em novos singles. Agora gravo-me a mim próprio e mando as coisas para o Katana, o Tom Enzy ou outra pessoa para masterizar e fazer a mix. Estamos a trabalhar de forma mais caseira. Os singles vão sair a pouco e pouco, também para o people perceber um bocado esta nova etapa. Temos muitas cenas para dar ao people. São muitas cenas novas e não quero utilizar o mesmo estilo que usei para o álbum Vitórias & Privilégios.

Já tens ideia do número de faixas do EP ou com que regularidade vais lançar os restantes singles?

Vou lançar singles com regularidade, tipo de mês a mês, se calhar. Outros serão surpresa. Não tenho nenhuma data em específico para editar o EP. Mas estamos a trabalhar. Temos algumas músicas e algumas ideias. Vai ter algumas participações, que ainda não posso revelar. Mas está a correr bem. Assinámos pela Sony também. Esta tudo a correr bem, graças a Deus. Neste novo processo quero ter um EP com uma linguagem… Tipo o que fiz agora no “Justiça” e no “Química”. Temos mais temas que vamos revelar brevemente.

Sim. Eu percebi que tu neste EP estás mais focado nos conceitos individuais de cada faixa. Cada faixa será sobre um tema único. Ou há temáticas que se repetem?

Exactamente. Cada faixa tem um tema único. Uma cena simbólica, mesmo. Feito só para esse propósito. Tudo o que eu cantar numa música será sempre à volta desse tema. Não vou fugir muito. Enquanto no álbum tinhas faixas que eram parecidas, histórias que faziam mesmo parte da ideia do álbum, das correrias, a cena de estar em estúdio, da família… Neste EP quero mesmo que cada tema tenha o seu significado.

Já deste algum título ao EP?

Eu só quero revelar isso mais tarde. Acho que faz mais sentido, para que a música faça mais sentido também. Eu quero lançar singles que façam sentido às pessoas. Que as pessoas peguem logo no tema e sintam “ya, isto vem daquela linguagem”. Depois, quando os temas do EP tiverem todos cá fora, posso revelar o título. Acho que vai fazer mais sentido mostrar o título só no fim. Ou talvez mais lá para o meio…

Tens músicas que chegaram a ser feitas antes da pandemia ou isto é mesmo algo que surgiu tudo durante estes últimos três/quatro meses?

O “Justiça” foi nestes últimos meses. Começou num directo que eu fiz para o Instagram. Larguei o vídeo e aquilo teve logo cento e tal mil visualizações. O people curtiu bué do vídeo. Depois combinei com o Rafael, que é o meu mano que está a fazer os videoclipes todos agora, e filmámos logo. Fomos a Lisboa, andámos pela Amadora e gravámos algumas cena com um pano preto, assim mais caseiras. Foi um trabalho mais individual. Noutra altura, se calhar, tinha ido ter com uma grande produtora de vídeo, tinha tido outros planos para a coisa. Isto foi mais numa de seguir o meu feeling, aquilo que eu estou a viver agora.

Além dos dois singles que lançaste, apanhaste-nos ainda de surpresa ao juntares-te à Sony. Já começaram há muito tempo os contactos ou foi uma coisa mais repentina? Era algo que já tinhas equacionado antes, juntar-te a uma major?

Foi como eu te disse. Desde o início do ano até agora nós estivemos sempre a trabalhar. Fomos metendo posts no Insta, fui convidado numa faixa do Dino D’Santiago para o último trabalho dele… Fomos dando algumas cenas ao público mas tivemos sempre a trabalhar nos bastidores para os nossos projectos. Eu tenho a parceria com a Altafonte, este é o último ano do contrato. Depois Deus trouxe-me — e o meu trabalho ajudou nisso — esta oportunidade. A Paula Homem sugeriu ter uma reunião comigo e mantivemo-nos em contacto. Conheci-a através do Dino. Ela achava que ainda me faltava trabalho para chegar lá e então eu fui fazendo as coisas por mim e com algum people de fora. Já fiz alguns feats com people de Londres, que não vou lançar agora mas está para breve. Estive lá a passar três semanas, para estar com algum people da área da música. Andei focado nas minhas cenas. Também durante a quarentena assinei um contrato com a Realize. Com todo esse trabalho, o people foi-me também dando algum suporte na cena. Depois tive o convite da Paula Homem para ir assinar pela Sony. Foi uma boa proposta para mim. Acho que me vai abrir muitas portas. E já está a abrir [risos]. Graças a Deus. Foi uma grande proposta e que eu acho que vai dar ainda mais espaço ao meu trabalho e àquilo que eu quero fazer.


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