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Fotografia: César Furtado

O rapaz que namora a diáspora e as periferias de Lisboa através do som.

Tristany: “O MEIA RIBA KALXA foi um trabalho de cooperativa e comunidade”

Fotografia: César Furtado

Tristany está em movimento. Vai com um caderno de apontamentos debaixo do braço e segue a pé, de comboio ou bicicleta à procura de um qualquer novo foco cultural longe dos olhares mais atentos. Vive-os e regressa já depois do sol de pôr àquela que é uma das “zonas dormitório” mais afastadas da capital portuguesa.

“Sou cria de Mem Martins”, diz-nos o jovem leão que percebeu com o tempo que não quer ser apenas de um só sítio. Mas nem as viagens mais longas — a Londres ou Luanda — o fizeram parar de regressar ao lar para esbater as memórias e aprendizagens que foi registando no decorrer do percurso em ondas de som. Entre aqueles que o acompanham neste movimento apátrida, há amigos que se mudam para fora do país, outros regressam com nova bagagem e dá-se as boas-vindas aos que surgem pela caminhada. É neste intercâmbio cultural que se cimenta MEIA RIBA KALXA, o álbum que todos ansiávamos ouvir.

Filho de mãe portuguesa e pai angolano, João Tristany criou um disco que reflecte essa herança mestiça, carregando em si grande parte do som da diáspora africana mas deixando-se fundir com alguma da tradição portuguesa e, também, de outros lados da Europa. Há por isso uma disparidade enorme de momentos e cadências em MEIA RIBA KALXA, colados artesanalmente mas com preciso detalhe através de field recordings, skits ou pequenas batidas que vivem de meros segundos: torna-se outonal ao sabor dos versos de “Rapepaz” mas também nos sufoca de calor quando chega a “Damé Fuego Se É Lagosta”; causa aparato quando conduz “Onda Civik” de volume no máximo e janelas abertas e marcha em tom sério e de punho fechado evocando o espírito de “Mark Landerz”; tem hip hop, tem funaná, fado, kuduro, indie rock e até uma bossa nova “escondida” no final de “Acliclas”.

Foram quase dois anos de espera desde a edição do primeiro single e ainda bem que não existiram pressas desnecessárias: garantimos que esta é uma viagem que vale cada segundo. Ariyuok foi o seu braço-direito na produção, Diogo Carvalho e Onun Trigueiros foram aqueles que o ajudaram a conceptualizar o lado visual da obra e soma ainda contribuições não menos importantes de Chullage, Julinho KSD, Fidju Matcho, Naik, Kand, Blade, Janga, Ice Kilz, LVIN ou até do seu pai, Firmino Pascoal.

Num passeio pela avenida da Liberdade, que culminou com uma paragem no Rossio para ver a estação que liga Lisboa a Sintra, falámos com Tristany sobre esta aura especial que envolve o seu novo trabalho de originais.



É comum vermos artistas a falar da importância da colecção de discos dos pais nos primeiros contactos com a música. No teu caso, que tens um pai ligado à música há muitos anos, provavelmente tiveste um factor adicional de o ver tocar e a conviver com outros artistas. Foi importante para ti?

Ya. Influenciou muito o meu percurso. E continua a influenciar. Na altura era fixe porque era uma cena normal. Eu normalizei-a. Assim como alguém que tenha pais donos de um café ou de um quiosque se habitua desde cedo às visitas dos fornecedores, a vê-los a passar recibos e a entregar os duplicados, ver as paletes, a ir à Makro fazer compras… Há todo esse intercâmbio que depois se torna normalizado. No meu caso foi a assistir a soundchecks, tocar em instrumentos, guitarra, percussão… Foi bué estimulante. E também bastante importante.

E foi logo em criança que te imaginaste a ser músico ou a ideia ficou a marinar no teu inconsciente e só surgiu mais tarde?

Só surgiu mais tarde. Ficou no inconsciente. Lembro-me que quando passei do 9º para o 10º ano, com os meus 15/16 anos, desabafava com a minha mãe — porque eu estava numa fase de trocar de escola e cenas assim — que já era feliz se trabalhasse num café. Lembro-me de dizer isso com bué sensatez, mesmo a sentir isso. Acho que na altura era mesmo… Se eu cagasse na escola e começasse a trabalhar, acho que ia adoptar esse estilo de vida com uma pureza muito boa. Era também uma altura em que quase todos os meus amigos estavam emigrados… As cenas estavam um bocado… Foi uma fase tremida. Se não fossem os meus amigos a estimularem-me para fazer cenas, nos Monte Real, eu acho que não iria continuar a criar música. Foi então quando eu começo a criar novamente que senti que tinha peças, já de há muito, que me faziam ter avanço em algumas coisas. O estar à-vontade para gravar, conhecer o processo criativo e algumas dicas que fui apanhando.

Nessa tua fase nos Monte Real tu só cantavas, certo? Quando é que entras também na cena de fazeres as tuas próprias batidas?

Eu comecei a ver que os produtores não estavam a perceber o que eu queria. Não me identificava com os beats da net. “Ya, tenho mesmo de aprender a fazer as minhas coisas”. Acho que foi aí que começou. É aquela cena: sou eu a fazer as coisas, a desenhar a minha casa, não é? Então, quando tu sabes fazer o resultado, vai ser muito mais teu, é uma linguagem muito mais pessoal. Foi esse o grande impulsionador para eu começar a criar. Depois, eu ter estudado design gráfico no secundário e ter os meus cotas ligados a esses ramos foram alicerces para eu sentir que consigo criar uma cena, desenvolvê-la e fazer o que eu bem quiser com ela.

Depois de Monte Real ainda lanças uma mixtape a solo. Quando é que o MEIA RIBA KALXA entra nos teus planos?

Os Monte Real ainda existem. Mas o MEIA RIBA KALXA foi uma espécie de conclusão. Eu já tinha algumas letras e beats para os temas. Chego a uma altura em que estava a estagiar para o meu curso e vinha a Lisboa com os meus amigos de Monte Real. Vínhamos depois das aulas para aqui, trazíamos bikes e íamos ali e acolá, à Montana, conhecer os miradouros, fazer merda… Começo também a conhecer pessoas que estudavam em escolas de artes, Ia a casa delas, começo a perceber que os pais dessas pessoas são tais fulanos, que têm colecções de arte ou de vinis. Ao começar a ter esse contacto com uma certa “elite” e o meio em que estavam… Não que eu vivesse em alguma barraca, muito pelo contrário. Mas ao ver esses contrastes comecei a perceber que tinha de criar a minha própria plataforma. Até por orgulho, né? Eu estava naquele espaço mas não queria parecer que estava ali carenciado, de alguma forma. Queria bué dar uma representatividade cultural boa, não ser só aquele gajo que fala “ ah, porque lá no bairro e não sei quê”. Queria mesmo provar que “eu falo como tu, eu tenho acesso à cultura e consigo debater sobre os mesmos temas que tu estás a debater”. Era muito nessa lógica. É um orgulho que inicialmente era bastante romantizado, não vou mentir. Era uma altura em que estava bué “ai os prédios, o comboio, e as pessoas são tão isto e aquilo…” É aquela cena típica do português emigrante que vai para fora e sente bué orgulho do seu país [risos]. Comecei a sentir isso pela Linha de Sintra, pela periferia de Lisboa, e refugiei-me nas minhas memórias do ensino básico. Era lá que havia esse factor do MEIA RIBA KALXA. Lembrei-me disso porque era numa altura em que, na street, o código de vestuário estava um bocado… Não havia uma moda forte, estás a ver? Da primeira vez que me entrevistaste falaste disso como um statement. Foi mesmo essa cena. Recordar um pouco e ir buscar esse statement ao meu passado. Inicialmente é uma cena bué romantizada mas depois começa a desenvolver-se, esse statement. E assim como o processo de MEIA RIBA KALXA representa uma transformação, eu também me transformei, em termos de opiniões políticas, artísticas… Foi uma escola este tempo todo.

Lembras-te em que ano estávamos quando se começaram a materializar as primeiras rimas ou as primeiras batidas?

Foi depois de eu lançar o Mente Real, para aí em 2016.



Este é um álbum bastante comunitário, como tu próprio reconheces. Foi algo que idealizaste à partida ou simplesmente as pessoas que te ajudaram a construí-lo foram surgindo de forma natural?

É aquela cena de “só faz falta quem cá está”. Eu procurei por pessoas, para estarem, mas chegou a um ponto em que não deu. Houve algumas que, naturalmente, eu consegui atrair e elas também me atraíram a mim. Mas quando havia uma pessoa que eu não conseguia fazê-la identificar-se com o projecto tinha de pôr em prática a arte de encontrar outra que se pudesse encaixar mesmo que tivesse uma leitura bué diferente das coisas. Não sei como seria se eu tivesse trabalhado com a primeira, mas com a outra aconteceu assim. É uma questão de valorizar as pessoas que estavam e que podiam fazer. Vi beleza nisso. Eu só podia trabalhar com aquele giz, então eu pinto de leve ali, carrego com força para fazer sobressair certos pontos. É como pintar a preto e branco. Em algumas situações. Porque às vezes eu também tinha a palete toda e nessas alturas também exagerava. O álbum vive desses contrastes.

Houve uma altura em que me disseste que até era um bocado injusto este álbum vir só assinado como Tristany, porque tiveste o input de muita gente, tanto ao nível do som como da imagem. Que peso é que essas pessoas todas tiveram no resultado final do disco?

Foi muito importante o trabalho do Diogo Carvalho e o Onun Trigueiros na imagem. Mas antes do visual, eu e o Ariyouok já tínhamos passado uma temporada a criar os beats. Antes da entrevista estávamos a falar daquela cena dos passes entre o Messi e o Iniesta…

Nem precisavam de olhar ou falar um com o outro, não é?

Ya. Eles já sabiam quando e onde é que o outro ia surgir. E eu friso aqui o papel do Ari porque foi realmente aquela pessoa que esteve sempre ao meu lado durante a construção dos temas. Nós passámos por muito. Depois as sessões de captação com o Chullage… Foi tudo aulas, estás a ver? Com o Ari foram aulas, com o Chullage foram aulas. Depois houve ainda o processo de mostrar as coisas ao Diogo e ao Onun. Às vezes diziam-me “não curto assim”. Quase todas as músicas do disco envolveram uma discussão com eles. “Não gosto muito desta cena aqui. Incomoda-me o auto-tune nesta parte. Não me soa bem o reverb ali”. É engraçado ver o Diogo e o Onun agora bué familiarizados com os termos que usamos na produção. Tal como eu também fiquei familiarizado com alguns termos técnicos do vídeo e do design. Foi, sem dúvida, um trabalho de cooperativa e de comunidade, até porque crescemos todos imenso com isto.

Houve ali um intervalo grande entre os lançamentos dos três primeiros singles e o “Tirante” e o “Acliclas”. O que é que te estava a faltar na altura para dar seguimento à promoção e edição do álbum?

O álbum só foi masterizado pelo Janga no início disto da pandemia. Tecnicamente isto nunca transparece, parece que é propositado. Mas eu lancei o “Rapepaz”, o “Mô Kassula” e “O Meninu Ke Brinkava Com Bunekas” e, não vou dizer que foi um grande hype, acho que nós não tínhamos estrutura para dar seguimento àquilo. O videoclipe do “Rapepaz” foi um trabalho de cinco meses. O “Mô Kassula” é uma junção de imagens de arquivo e “O Meninu Ke Brinkava Com Bunekas” é uma peça mais conceptual. Aquilo tudo deu uma dimensão… É que também houve problemas técnicos… Acho que isso foi importante para que, de alguma maneira, conseguíssemos as nossas bases. E também foi bom, porque eu acho que as pessoas devem respeitar o tempo de criação dos artistas e não exigir demasiado, porque não sabem pelo que é que eles estão a passar ou com que condições trabalham. Não foi propositado mas sinto que foi uma cena positiva. Além de que todos nós, individualmente, crescemos, por isso conseguimos agora apresentar coisas mais sólidas. A capa, por exemplo, foi feita há bué pouco tempo. Eu quando pensei que queria fazer um álbum — o título MEIA RIBA KALXA foi logo das primeiras cenas que me surgiram — eu não imaginei isto. Eu não sabia que isto ia acontecer assim, mas realmente era mesmo isto que eu queria, algo com todo este sumo.

Tu, pelo meio, também viajaste. Falaste-me de uma ida a Londres e outra a Angola. Há material no disco que tenha sido criado ou captado fora de Portugal?

Agora que penso nisso… De Inglaterra ya, há kits de percussão feito a partir de sons que eu gravei lá. Mas olha, muitas das ideias que me surgiram para o MEIA RIBA KALXA tive-as em Inglaterra. Foi nessa altura que eu quis arriscar mais. Em Inglaterra existe uma comunidade portuguesa proveniente da Linha de Sintra [que é] bué vincada. No sítio onde eu estava, o pessoal era maioritariamente proveniente dos PALOPs. Lá encontrei muita gente com algo em comum comigo, a nível emocional. É interessante ver como há uma questão de identidade muito mais reforçada. “Eu sou da tuga. Sou da Linha de Sintra”. Estar em Stratford é quase como estar na Tapada das Mercês, Mem Martins, Amadora ou no Cacém [risos]. Era bué interessante essa cena. Acabei por ir lá buscar algumas heranças que já não tinha presentes na minha vida cá. Por exemplo, estar em casa de alguém com o pessoal a ouvir kizombas das quais eu já nem me lembrava. Um tipo de convívios que eu já não tinha há algum tempo. Inglaterra foi muito importante. Fiquei em casa do meu mano Mani, que faz parte dos Monte Real — tanto ele como o Ice Kilz estão com projectos aí a surgir. Em relação a Angola, talvez em trabalhos que eu apresente futuramente possam lá encontrar registos e influências mais presentes. Neste aqui… É claro que influenciou. A transformação de um ser dá-se sempre. Mas a coisa em que se calhar mais me ajudou ter ido a Angola foi no deixar de romantizar as coisas, porque isso perpétua a desgraça ou a cultura falsa que existe na beleza do gueto.

És aquele gajo que anda com um microfone atrás?

Tanto sou aquele gajo que gosta de ter os seus próprios packs de samples como também gosto de ir sacar os dos outros. Às vezes monto as coisas com várias camadas, outras vezes não. Não há bem um processo definido. É bué aleatório. Mas é fixe sempre, até porque todos os telemóveis hoje em dia têm gravador e tu podes fazer uma cenas fixes.



Que influências musicais é que sentes que captaste mais para a concepção deste disco?

A cena do movimento jerk influenciou-me. Mesmo a cena de ter andado nos escuteiros. Todos os movimentos a que me associei acabaram por me influenciar de certa forma. Mas toda a cultura paralela em torno do jerk, como o kuduro, por exemplo, foi uma grande influencia para o MEIA RIBA KALXA. Não propriamente a batida. Às vezes é só uma questão de ir buscar identidades e tu sentires que determinada música tem bué beleza. “Wow, esta música expressa isto e eu vivi isto!” É bom recordar.

E qual foi a importância de Mem Martins no meio disto tudo?

Foi bué importante e eu tenho bué amor à minha zona, mas não me considero só de Mem Martins. Considero-me Linha de Sintra e de todas essas ilhas que existem dentro desta Lisboa adormecida. Sou um gajo da diáspora. Mem Martins ya, claro, é uma base. E nota-se bué a importância disso nos últimos tempos. As pessoas é que provavelmente não sabem, mas, mesmo no tempo do rock, Mem Martins também tinha um peso considerável. Os Rádio Macau eram de Mem Martins, por exemplo. É um espaço cultural que tem bué importância mas aquilo que eu vivi não foi só em Mem Martins. Sou cria de Mem Martins. Mas também há o Zambujal, o Cacém, Benfica, Chelas, Margem Sul, Quinta do Mocho… É por aí.

No disco transportas muitas cargas de diferentes tipos, algumas delas de cariz social e político derivado às pressões raciais. Como é que tens assistido a toda esta onda de manifestações globais provocadas pelos recentes acontecimento de violência policiai nos EUA?

Algumas das músicas deste álbum já estão perto dos seus cinco anos de vida. É triste que o álbum tenha saído há uma semana e esses temas ainda se mantenham válidos. Vou-te ser sincero: quero que as pessoas sintam a música e percebam o contexto em que ela está inserida. Não quero que sintam a obrigação de a perceberem, mas têm a responsabilidade de a ouvirem. Em relação às cenas da actualidade, não é que eu não me queira pronunciar sobre isso, mas sei que é uma cena que no futuro vai fazer com que as pessoas me chamem para o espaço físico para a comentar. Imagina que isto do George Floyd não tinha acontecido, chamavam-me para dar a minha opinião do que já aconteceu até hoje e a mensagem era percebida. Baza. Vamos falar sobre isso. Vamos meter os pontos nos Is. Agora torna-se chato quando só me chamam quando estas coisas acontecem. Parece que só agora é que as coisas existem, quando na verdade existe há bué tempo. Eu sou vítima delas há bué tempo. As pessoas se ouvirem a minha música vão perceber isso. Só não quero ser obrigado a ter uma opinião para capitalizar uma plataforma, seja ele qual for. Deixo já essa ideia para quem está a ler, para não me chamarem em busca de representação. Muito menos quando acontecem estas coisas.

Não queres ser matéria de uma qualquer agenda de interesses ou mediatismo.

Olha, é mesmo isso. Acho que se reflecte tudo nessa frase.

Os concertos já estão a regressar a pouco e pouco e presumo que vás querer estrear o projecto num palco. O que se segue daqui para a frente? Há por aí também a ideia de uma edição física, talvez?

Dia 20 deste mês sai um novo videoclipe, para o “Damé Fuego Se É Lagosta”. Vamos também lançar uma cena em Julho ou Agosto. Não sei se as pessoas vão estar à espera ou não, é algo improvável. Eu sei que ela vai sair, só não sei bem a forma que irá ter. Lá para Setembro ou Outubro também vão acontecer mais coisas. Tenho também a projecção de fazer um concerto oficial do MEIA RIBA KALXA, mais para o final do ano, para poder fazer um cena à vontade, onde as pessoas podem estar mais descontraídas. A edição física do disco também está nos meus planos, mas agora estou mais a tratar do desenvolvimento do meu site. Eu já sei como quero a edição física, para que seja algo de alguma maneira exclusivo, mas que não seja elitista. Preciso só de definir o formato, o material… Mas digo-te já que curtia de fazer um vinil.

Para terminar: quem te tem acompanhado no Instagram nestes últimos meses deparou-se com uma série de cromos digitais que tu vais publicando e convidas as pessoas a coleccionar. Queres explicar que conceito é este? Haverá também espaço nos teus planos para uma caderneta física dentro deste imaginário?

Ainda vão sair mais cromos. Eu queria fazer uma cena que não fosse à parte do álbum. Uma peça que sirva de acompanhamento ao que eu apresento no álbum. Mas ainda está para sair. Acredito que não para já. Isto é propositado. Quero que as pessoas tenham a plena confiança do que estão a fazer. Não quero que seja algo precoce. O álbum já está aí mas a linguagem visual do álbum ainda não saiu por completo. Quero que as pessoas se sintam na vontade de acompanhar isto até ao último pingo da extracção do sumo.


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