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A Tribe Called Quest deram o seu “último concerto de sempre” no Reino Unido

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Parece que desta é que foi: os A Tribe Called Quest actuaram no Bestival no último sábado à noite e, segundo a NME, Q-Tip anunciou que aquele seria o “último concerto de sempre” do grupo.

We Got It from Here… Thank You 4 Your Service marcou o regresso dos ATCQ aos álbuns, mas durante o processo de criação perderam um dos pilares do grupo: Phife Dawg. Depois do lançamento do longa-duração, Q-Tip, Ali Shaheed Muhammad, Jarobi e Consequence assumiram as despesas e atiraram-se a uma série de espectáculos que, ao tudo indica, chegou ao fim em território britânico.

 


https://www.youtube.com/watch?v=m2OTVX0HR-Q


Com um dos grandes discos de 2016 – foi escolhido pelo Rimas e Batidas para a lista de 20 melhores álbuns internacionais desse ano – , a turma norte-americana liderada pelo rapper e produtor Q-Tip voltou a ter um longa-duração a estrear-se em número 1 na Billboard 200, 20 anos depois de tê-lo feito com Beats, Rhymes & Life.

Em Dezembro do ano passado, Rui Miguel Abreu assinou a crítica sobre We Got It from Here… Thank You 4 Your Service. Leiam um excerto em baixo:

“A primeira grande qualidade de We Got It From Here… Thank You 4 Your Service assenta, precisamente, no facto de ser um disco que nasce não de um calculado gesto de marketing, não como um negócio resultante de um compromisso entre sócios desavindos, mas como um reencontro de irmãos. Na já citada peça do New York Times assinada por Touré, explica-se que o álbum foi gravado no incrível estúdio que Q-Tip instalou na cave da sua mansão de New Jersey e sublinha-se a condição analógica do registo. Não apenas porque é essa a natureza das máquinas (Tip equipou o estúdio com uma mesa ainda habitada pelos fantasmas dos Ramones, que gravou Blondie, com gravadores que registaram trabalhos de Frank Zappa e demais equipamento usado por gente como os Stones ou Hendrix), mas porque o instigador do álbum fez questão de que nada fosse feito à distância digital e que toda a gente, todos os colaboradores, de Kendrick Lamar e Andre 3000 a Busta Rhymes ou Jack White, gravasse ali mesmo no estúdio. We Got It From Here… não contém apenas as performances: guarda igualmente a energia que rodeou todos estes trabalhos. E essa é uma qualidade rara nestes dias de puzzles digitais montados à distância, tantas vezes sem real interacção entre músicos, produtores e MCs ou cantores. Este é, nitidamente, um álbum centrado: numa ideia de comunhão fraternal, mas também num espaço onde a energia invisível, mas real, da cumplicidade pode habitar.”

 


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