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Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

Selo Colónia Calúnia.

Tilt & VULTO. antecipam BESTA com “AMOR ROMANO”

Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

“AMOR ROMANO” é o novo single do colectivo COLÓNIA CALÚNIA. Tilt e VULTO. são os intérpretes do tema que antecede a edição de BESTA, o longa-duração da dupla que deverá aterrar na Internet ainda na primeira metade de 2019. O videoclipe ficou a cargo da Crítica Filmes e foi filmado no Teatro Gil Vicente, em Cascais.

BESTA irá suceder a CARDUME, álbum instrumental editado por COLÓNIA CALÚNIA em Fevereiro com assinatura de Retarded Temaki. Tilt é o MC em destaque no projecto que se segue, ele que esteve recentemente ao serviço dos ORTEUM nos dois singles escolhidos pela crew para atacar 2019. Na produção encontramos VULTO., que depois de ter servido L-ALI, Caronte e xtinto, no ano passado, voltou a vestir a pele de PEDRO, O MAU em dois EPs.

O Rimas e Batidas trocou algumas palavras com Tilt, que explicou a premissa deste “AMOR ROMANO” e levantou um pouco o pano que cobre a BESTA, o primeiro LP em que se entrega sozinho à parte vocal.



Explica-nos o título da tua nova faixa, “AMOR ROMANO”, e qual foi a temática que decidiste explorar nesta letra.

Na verdade, a faixa nunca teve um título propriamente. O VULTO. apresentou-me o instrumental que já tinha o mesmo nome e, muito possivelmente e de uma forma inconsciente, terá influenciado a minha abordagem. Muito resumidamente, falo sobre a minha exploração e pesquisa em mim mesmo, sobre o reconhecimento da minha falta de vontade e consciência e que, afinal de contas, esse reconhecimento acaba por ser uma vantagem — pois só posso corrigir falhas se as detectar primeiro. E fico agradecido por isso… Porque é isso que me faz viver e, muitas das vezes, é isso que me faz escrever.

Contaste com a ajuda da Crítica Filmes na produção e realização do videoclipe. Como é que foi a experiência de gravar num teatro e trabalhar com uma equipa tão grande ao teu lado? Que ligação fazes entre aquilo que surge retratado no vídeo e o que cantas no tema?

Foi uma sorte e uma surpresa ter-me cruzado com este pessoal! A Crítica Filmes (que conta com Miguel Cartaxana, Matilde Vieira e Zé Janeiro) propôs um vídeo para um trabalho meu, e como estava a criar o álbum com o VULTO., decidi canalizar essa oportunidade para este projecto. E foi brutal. Foi gravado no Teatro Gil Vicente, em Cascais, com uma equipa enorme e cheia de vontade, em que também se incluíram actores como Filipe Abreu e José Gil. Gostei imenso de trabalhar com eles, estou altamente grato!

O conceito do vídeo foi baseado na ideia de um som que gravei, mas que curiosamente ficou excluído do álbum. A coisa é simples: existe uma sombra em nós, que nos acompanha ao longo da vida, e a anulação dessa sombra é a nossa própria anulação. Portanto, a ideia a transmitir é: não a julgues, não a odeies; aceita-a, conhece-a e, quiçá, ela se torne mais clara.

O “AMOR ROMANO” antecipa o um novo projecto de COLÓNIA CALÚNIA, que conta contigo nas rimas e com o VULTO. nos beats. Que conceito é este que criaste em torno do termo BESTA? Tentaste seguir alguma linha de pensamento que fosse transversal a todas as faixas?

A ideia foi expressar a minha incoerência como humano, a incoerência das coisas que me rodeiam, as minhas lutas, o meu amor, o meu ódio… Isto implica expressar desde o mais sublime ao mais vil, e mesmo que uma parte anule a outra, elas coexistem em mim. No entanto, aos olhos do mundo, basta uma má acção para manchar o “bem” de um indivíduo. É assim que julgamos as bestas, porque não as compreendemos e não nos compreendemos a nós mesmos.


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