Intitula-se BRUTA e chegou ontem o segundo registo de longa-duração de Rita Onofre, editado de forma independente e munido de oito faixas.
A promessa é a de não aconchegar, mas sim desafiar quem o ouve. BRUTA foi concebido na interseção da música eletrónica, do rock e da canção portuguesa, afastando-se da delicadeza contida que marcou hipersensível (2023) para ocupar um território mais visceral. O projeto nasceu de uma parceria com NED FLANGER, com quem a compositora de Oeiras já se havia cruzado anteriormente, e a sua construção atravessou uma mudança de vida radical, já que apanhou a fase em que Rita Onofre se fixou em Berlim, cidade onde foram terminadas algumas faixas e produzidos todos os conteúdos visuais, assinados por Lucas Coelho e Billy Verdasca.
O lançamento foi acompanhado pelo videoclipe para o tema-título “bruta”, descrito pela sua criadora como uma canção para quem se levanta mesmo quando tudo pesa. Com este segundo álbum cá fora, a artista prepara agora uma digressão conjunta com Alex D’Alva, que editou recentemente o EP LIVRE, trabalho ontem dissecado por cá pelo próprio autor em registo faixa-a-faixa. A turnê “LIVRE x BRUTA” arranca já no dia 26 deste mês em Lisboa, no Lux Frágil, seguindo depois para Porto, Coimbra, Leiria, Chaves e Évora.