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Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

O desabrochar da FLOR DE PAIVA.

Recondido estreia-se como COLÓNIA CALÚNIA: “É mindblowing fazer parte de um projecto que consumi durante anos”

Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

FLOR DE PAIVA é o novo trabalho assinado por COLÓNIA CALÚNIA. Recondido é o autor dos nova temas instrumentais, que aparecem “escondidos” atrás do artwork de Sérgio Faria.

Ainda está a dar os primeiros passos mas começa a ser cada vez mais clara a direcção que pretende tomar. Recondido estreou-se há dois anos e as suas edições têm-se dividido entre o SoundCloud e o Bandcamp, entre elas o EP P.S., que mais tarde transformou-se para dar vida a ola e assinalou a primeira viagem do produtor num projecto mais longo.

Seguiram-se meses de seca, não por falta de trabalho mas sim pela vontade em conseguir ter a sua própria assinatura sónica. As chuvas de Junho confirmaram o propósito: “bânquia” e “eclesistia” foram as duas faixas avulso dadas a conhecer ao público um mês antes do lançamento de FLOR DE PAIVA. Ao colocar estes três novos ingredientes na balança, os novos atributos de Recondido saltam imediatamente à vista: música instrumental de bravura heróica, quase órfã de referências e totalmente desformatada, guiada exclusivamente pelos rasgos criativos de quem está ainda a meio da jornada da auto-descoberta.



Fala-me um pouco sobre ti e sobre a forma como o som entra na tua vida de forma tão activa.

O Recondido é algo por se descobrir ainda. Desde que esta entidade foi lançada ainda não houve um piso plano. Sempre ouvi um pouco de tudo e nunca consegui associar algo específico a mim. Isto reflecte-se muito no meu trabalho e no que Recondido mostra.

De onde vêm as tuas influências musicais ou quem são os artistas que te inspiram a compor?

Artes tiveram um grande impacto na minha vida, ocupavam-me o tempo. Em miúdo tive aulas de bateria, umas das razões deste projecto ter começado foi a constante necessidade de fazer batidas para mim próprio e querer criar algo com isso. Não há dia que não flutue um som pela cabeça, não há como evitar, acontece. Interessei-me mais a sério pela música através do mundo do metal, expandiu-me os horizontes e ensinou-me a aceitar outros níveis musicais. Não diria que me inspiro em algo ou alguém, simplesmente abro o Ableton e deixo acontecer.

De que forma defines aquilo que tens estado a produzir mais recentemente e que diferenças encontras para trabalhos como o P.S./ola?

Gosto de ter o meu tempo sozinho, isso permite-me absorver e solidificar ideias. Mas assim como gosto do meu tempo, também gosto de partilhar o que surgiu desse tempo, e acho que chegou a altura. Não tenho maneira de atribuir uma definição ao que tenho feito só acho que vai oferecer aos ouvintes uma melhor ideia de quem Recondido é.

Já tinhas remisturado o L-ALI (com quem tens uma foto no perfil do SoundCloud) e o Secta e partilhaste ainda o palco com outros membros de COLÓNIA CALÚNIA em DJ set. Como é que se proporcionou a colaboração com eles e o que simboliza para ti deixares também o teu nome no catálogo do colectivo com este novo trabalho?

Desde já queria agradecer pela oportunidade de ter partilhado o palco com estes artistas, são sem dúvida das melhores mentes que já tive o prazer de conhecer. Comecei a ouvir COLÓNIA CALÚNIA pelos tempos do CAFÉ. Comecei a seguir mais os artistas que fazem parte deste colectivo e a ligação deu-se. O VULTO. abriu-me as portas e aqui estamos. É mindblowing fazer parte de um projecto que consumi durante anos.

No FLOR DE PAIVA comprometes-te a caminhar por trilhos menos confortáveis, indo de encontro àquilo que COLÓNIA CALÚNIA tem apresentado até agora. Fala-me acerca do processo de criação destes nove temas e do conceito estético que tinhas em mente quando te propuseste a compo-los.

Não diria que são trilhos desconfortáveis, pelo contrário, são nove temas que foram produzidos ao longo de dois anos sem qualquer tipo de ligação, e que foram escolhidos por terem acontecido naturalmente sem qualquer tipo de pensamento, queria mostrar quem sou e o FLOR DE PAIVA consegue fazê-lo perfeitamente.

Sei que continuas a trabalhar noutras frentes, por isso: o que se segue a partir daqui? Tens mais planos ou edições na calha? Colaborações em andamento ou vozes com as quais ambicionas vir a cruzar-te numa faixa?

Até agora tenho feito tudo de forma independente. O que se segue são colaborações, já em desenvolvimento, mas ainda tenho mais umas coisas que quero partilhar antes de passar para a próxima fase.


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