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Texto: ReB Team
Fotografia: Arlindo Camacho

"Beija Flor" é o primeiro single do novo EP da dupla da Real Caviar.

Projecto Kaya: “Porque não usar a guitarra portuguesa que se ouve em África e o semba a iluminar e fazer dançar os becos e vielas de Lisboa?”

Texto: ReB Team
Fotografia: Arlindo Camacho

Projecto Kaya acaba de lançar o single “Beija Flor”. Agir é o produtor de serviço, “acolhendo” a dupla na sua Real Caviar.

Depois de, em Setembro de 2018, ter estreado a sua nova editora, com Biya enquanto principal trunfo, segue-se agora a dupla composta por Liliana Almeida e Andrea Soares, duas veteranas do circuito musical português que, em 2014, formalizaram a parceria com o álbum de estreia Bem Vindos a Kaya, parte dele produzido por Agir e com participações de artistas como Virgul, Atiba ou Paulo de Carvalho.

Cinco anos depois do lançamento desse LP, a dupla prepara agora um curta-duração, Semente Mutante, do qual faz parte este novo “Beija Flor”.



Regressaram hoje às edições, depois de terem lançado o disco de estreia do Projecto Kaya em 2014. Em que ponto da vossa carreira é que se formou esta ideia e ligação?

Durante aqueles anos em que viajámos pelo mundo, ambas reconhecemos em nós uma vontade de cantar as nossas raízes, de nos encontrarmos com o que sempre morou dentro de nós e que até então não conseguimos expressar. Mas acreditamos que o ponto forte que permitiu escrever o Projecto Kaya na nossa história é a nossa longa amizade. Sempre quisemos fazer algo juntas e pensámos porque não juntar o fado e o semba, porque não juntarmos tudo o que vivemos musicalmente até aqui, e arriscar? Porque não usar a guitarra portuguesa que se ouve em África e o semba a iluminar e fazer dançar os becos e vielas de Lisboa? Nasceu assim esta mistura ecléctica, que nos transporta às nossas casas, quando ainda éramos pequeninas. E que lembra a todos o quanto estamos ligados historicamente.

Este single recupera esse mesmo projecto?

Este single mostra que o Projecto Kaya é ousado e irá querer sempre explorar outros universos sem perder identidade. Este single marca o início desta incrível viagem. E a bordo levamos a família certa, a Real Caviar.

Do ponto de vista conceptual — tanto a nível musical como estético — que diferenças ou mutações podemos encontrar relativamente a essa fase primordial, de 2014?

Acho que vão puder encontrar a simplicidade. Como já dissemos, não perdemos identidade, mas despimo-nos de excentricidade. O que fica por dizer deixamos guardado para quem vai ouvir, e assim deixamos intacto o mistério.

O “Beija Flor” serve de faixa de estreia pela Real Caviar, uma editora ainda recente. Como surge esta parceria?

Esta parceria surge através da admiração mútua e da amizade longa que temos com Agir. E sendo que ele produziu metade do nosso primeiro disco, achámos que como tinha funcionado bem da primeira vez, porque não numa segunda, e agora juntos em mais dimensões.


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