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Fotografia: Petr David Josek/AP/Shutterstock

A Apollo Masters na Califórnia era uma das duas únicas fábricas no mundo a produzir este produto essencial para a indústria global de vinil.

Produção de vinil mundial ameaçada após fogo em fábrica de acetatos

Fotografia: Petr David Josek/AP/Shutterstock
No final da passada semana, de acordo com notícia avançada pela Pitchfork, ardeu em Banning, Califórnia, o complexo em que estava instalada a empresa Apollo Masters Corp., o principal fornecedor mundial de acetatos (lacquers), as matrizes usadas no processo de produção dos discos de vinil. De acordo com os relatos, o combate ao fogo envolveu perto de uma centena de bombeiros que só ao fim de cerca de três horas conseguiram circunscrever o sinistro. Não houve a lamentar qualquer perda de vidas. A Rolling Stone chamava a atenção para o comunicado da Apollo numa notícia publicada na passada sexta-feira: “É com grande tristeza que comunicamos que as instalações de fabrico e armazenamento da Apollo Masters foi alvo de um devastador fogo que lhe impôs estragos catastróficos. A boa notícia é que todos os nossos empregados se encontram a salvo. Não temos a certeza em relação ao nosso futuro neste momento e estamos agora a considerar opções enquanto procuramos ultrapassar este período difícil”. À Pitchfork, o co-fundador da Third Man Records (e sócio de Jack White) Ben Blackwell explicou que este fogo vai “representar um problema para a indústria global de vinil”. De acordo com o empresário, só uma outra fábrica, a japonesa MDC, fabrica os acetatos necessários para o corte dos masters, mas a sua dimensão não lhe permite satisfazer mais do que 10 por cento das necessidades mundiais desse produto. Os acetatos são usados para fazer o primeiro master logo que um estúdio recebe as misturas finais de um disco. A partir desta matriz é depois produzido na fábrica de vinil um negativo que é usado como “stamper” ou molde a partir do qual são impressos os discos que depois podemos comprar e tocar num gira-discos convencional. Uma falta desse produto pode obrigar as fábricas ao processo DMM (Direct Metal Mastering) cortando essa matriz directamente em discos de cobre, o que não garante os mesmos resultados que o processo convencional. Com prazos já muito dilatados devido ao reduzido número de fábricas a nível mundial e ao elevado nível de procura, esta falta de acetatos poderá levar ao aumento dos preços de produção com consequências potencialmente desastrosas para pequenos editores que já sobrevivem a muito custo com margens muito reduzidas na produção de discos de vinil.
Que vinil é este que andamos a comprar?

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