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Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

Um engenheiro rítmico que valia por quatro.

Morreu Tony Allen, aquele que talvez tenha sido o mais incrível baterista de sempre

Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

As más notícias começaram a circular no final da noite passada: Tony Allen, um dos bateristas mais importantes da história, estava morto. A lenda nigeriana tinha 79 anos e, nos seus últimos momentos, encontrava-se em Paris, França, mais concretamente no Hospital Europeu Georges Pompidou, onde morreu depois de sofreu um aneurisma de aorta abdominal.

“Eu nunca paro de experimentar. Eu não gosto de me repetir muito. Eu preciso de ir para a frente”. Foi com esta frase (que diz muito sobre a sua visão artística) que o músico concluiu a sua conversa, registada e publicada em 2016, com Francis Gooding para a revista Wire. Um auto-didacta que escolheu a bateria como foco de aprendizagem (aos 18 anos!) e acabou a formar uma das parcerias (com Fela Kuti) mais produtivas e influentes da música moderna — e há mais de 30 discos para prová-lo.

Para além dessa proveitosa colaboração, existiu muito mais: álbuns a solo como Progress(1977), Black Voices (1999), Secret Agent (2009) ou Film of Life (2014), projectos em grupo como The Good, The Bad & The Queen e Rocket Juice & The Moon e trabalhos colaborativos com Jeff Mills (Tomorrow Comes The Harvest, 2018) e Hugh Masekela (Rejoice foi lançado em Março deste ano). Em Dezembro passado apareceu ao lado de Boss AC em “Do Allen / Diabo na Terra“, single da banda Carapaus Afrobeat.

Durante a sua carreira, não existiram falta de elogios à sua arte e ao seu impacto. O jornalista musical Jeff Weiss chamou-lhe “o Clyde Stubblefield do afrobeat”, Brian Eno nomeou-o “um dos grandes músicos do século XX — e do XXI” e Fela afirmou que não existiria afrobeat sem Allen. O mundo da música prestou (e continua a prestar) a sua homenagem através das redes sociais. Deixamos algumas das reacções em baixo:


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The epic Tony Allen, one of the greatest drummers to ever walk this earth has left us. What a wildman, with a massive, kind and free heart and the deepest one-of-a-kind groove. Fela Kuti did not invent afrobeat, Fela and Tony birthed it together. Without Tony Allen there is NO afrobeat. I was lucky enough to spend many an hour with him, holed up in a London studio, jamming the days away. It was fucking heavenly. He was and still is, my hero. I wanted to honor his greatness so much when we played together, and I was nervous when we started, but he made me laugh like a two year old, and we fell right into pocket. I lit up like a Christmas tree every time I knew we were about to lay down some rhythm. With Tony’s longtime musical collaborator, friend and champion, Damon Albarn, we jammed til the cows came home. We partied in Nigeria, we partied around Europe, and it was always about the music. Just grooving high, grooving deep. Tony Allen I love you, I’m so grateful to have had the chance to rock with you. God bless your beautiful soul.

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???? Hear The Drummer Get Wicked Ou Tony The Tiger: porque hoje a barra pesou… Quando o octopus do batuque, o beat do #afrobeat, ritmista criador de gênero musical, e um dos espíritos + livres q pairavam pelo Ayê é convocado pro Orum, é pq a Guerra De Luz & Trevas está em polvorosa mesmo. . . . ???????? Essa é de 2013, durante a terceira vivência q tive c/ esse Mestre Maior. O @thiagosax tava prestes a subir no palco do @sescpompeia como membro da banda dele, meu black tava crescendo, e o @omotunde06 era dentuço. Adupé aos Orixás por todo e cada instante q pude compartilhar c/ o mítico #TonyAllen. . . . ???? #AXÉ #Adupé #OkêArô #RIPTonyAllen #EweEwe #ÊIku #LogunÔ ????: @camiranda ????

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