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Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

J Dilla, Madlib, Aphex Twin, Black Milk ou RJD2 foram alguns dos produtores contemporâneos que revisitaram a obra do germano-americano.

Morreu Gershon Kingsley, pioneiro da música electrónica

Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

Gershon Kingsley morreu “durante o sono” no passado dia 10 de Dezembro, aos 97 anos, “rodeado daqueles que o amam, em sua casa.” A notícia foi dada pela família do músico através do Twitter.

Filho de pai judeu e mãe cristã, Gershon Kingsley nasceu em Bochum, Alemanha Ocidental, em 1922, mas passou a maior parte da vida nos Estados Unidos da América, onde se refugiou das perseguições nazis e fez carreira enquanto músico. Depois de trabalhar enquanto condutor de várias peças para a Broadway — chegou a ser nomeado para um Tony Award — dedicou-se à exploração do sintetizador Moog, instrumento no qual se tornou notável, ao ponto de ser distinguido com um Prémio Carreira pela Bob Moog Foundation.

Foi ao comando do famoso artefacto musical que Kingsley mais se destacou, tendo começado por formar dupla com Jean-Jacques Perrey, com quem editou dois álbuns, The In Sound From Way Out! (1966) e Kaleidoscopic Vibrations (1967), antes de abraçar uma carreira a solo. Music to Moog By foi o seu LP de estreia e manteve-se como uma das mais influentes obras de sempre para o universo synthpop — no seu alinhamento encontrava-se “Pop Corn”, a criação mais emblemática de sempre do germano-americano, alvo de covers por parte de gente como Aphex Twin, Muse, Hot Butter, Os Marrretas ou até mesmo o projecto Crazy Frog, que se tornou viral na Europa em 2005.

Entre a comunidade hip hop, a música de Kingsley serviu de fonte para uma grande dose de samples preciosíssimos, utilizados por produtores como J Dilla, Madlib, RJD2, Pete Rock ou Black Milk. O caso mais recente aconteceu com “Rebirth”, que mereceu uma nova investida por parte de Otis Jackson para dar vida a “Soul Right”, de Bandana.


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