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Texto: ReB Team
Fotografia: Sara Albuquerque

Um êxito em potência.

Mizzy Miles sobre “SAFE”: “Eu queria que a música falasse de motivação, positivismo e boa energia”

Texto: ReB Team
Fotografia: Sara Albuquerque

“SAFE” é o single de estreia de Mizzy Miles e conta com participações de Lhast, 9 Miller e Lon3r Johny. A faixa (que tem videoclipe realizado por Cheezy Ramalho) abre o caminho para o primeiro álbum a solo de Miles e, para além dos versos dos rappers, carrega as contribuições de Ajay Rico 2x e Ice Cold, da sua MAKEMORE, e também do britânico lovelife, na produção.

Assume-se como DJ e produtor e foi criado entre as cidades de Lisboa e Rio de Janeiro, dois locais com culturas musicais bastante distintas e que o ajudaram a moldar o seu próprio som, uma abordagem clara ao hip hop contemporâneo. Antes de se lançar a solo, experienciou o sabor dos êxitos ao lado de TAY, para quem produziu os temas “Pensa Bem” e “#TIPONADA”, por exemplo.

Mizzy Miles falou ao Rimas e Batidas sobre a construção desta canção, deixando ainda algumas pistas sobre o LP que pretende editar em 2021.



Como foi pensar na música e desenvolver o tema? Porque quiseste estes convidados?

Quando vi aquele beat, eu já estava em conversações com o Lon3r Johny e o 9 Miller. Já tinha falado com eles [e disse-lhes] que gostava de os ter neste meu novo projecto que ia arrancar este ano. Entretanto, como todos nos conhecíamos, eu expliquei ao Lhast a cena e ele ficou muito empolgado, e eu aproveitei a energia e o excitement dele. “E se entrasses num featuring e fizessem uma cena os três?” Foi uma cena mega natural que surgiu assim, o processo não foi nada forçado, e isso também contribuiu bastante para o sucesso deste tema.

A execução em estúdio foi uma cena mesmo incrível. Ter estas três identidades distintas e ao mesmo tempo tão semelhantes em estúdio foi incrível mesmo. Ao pensar no tema da música, eu já sabia mais ou menos [para onde queria ir]. Eu queria que aquele beat falasse de uma cena de motivação, positivismo e boa energia. E tendo em conta o que passava na minha vida queria um feeling de bounce back, tipo no matter what happens, falhas são aprendizagens. Devemos sempre acreditar em nós próprios mesmo quando os outros não o fazem. Fuck what everybody says about us, em relação a ti ou aos objectivos que queres alcançar. Foca-te e deixa os resultados e as atitudes falarem por si. Tive de desbloquear assim muito rapidamente a ideia e isso foi o exemplo da produção-executiva da minha parte, em que tive de lhes dar a ideia exacta em estúdio do que é que eu queria transmitir. Saiu maravilhosamente bem e o resultado do “SAFE” é isso, estarmos seguros com nós próprios. No matter what happens, nós acreditamos em nós próprios e, com o trabalho e dedicação certos, chegamos lá.

Estes convidados inicialmente não foram intencionais. Eu, quando ouvi o beat, sabia que queria o Lon3r, mesmo. Também pensei logo no 9 Miller e depois aconteceu naturalmente ter juntado o Lhast. Foi tipo a cereja no topo do bolo. Não foi uma cena estruturada de raiz assim, mas sempre foi a minha intenção fazer uma colaboração destas. Lá está, não foi algo que eu dissesse “ya, vou querer o Lhast, o 9 e o Lon3r”. Tinha o Lon3r certo, também tinha o 9 aqui em opção e depois quando olhei para a cena como um quadro, vi tudo e pensei, “não, estes três são perfeitos”. E arranquei assim.

O que podes contar sobre a produção do single?

Eu criei uma label que é a MAKEMORE Music. Para além de label, é um grupo de produtores e esta música eu fiz questão que fosse produzida… Eu fiz questão de creditar a MAKEMORE e, entre parêntesis, cada elemento da mesma. A música é produzida por mim, pelo Ice Cold e pelo Ajay Rico, que são duas pessoas a quem eu dei basicamente um cosign para entrarem para a MAKEMORE e para me ajudarem a construir este álbum e estes temas. Também tive a produção de um boy de Londres que é o lovelife, uma pessoa que eu conheci através da Internet. Também fiz questão de o creditar na faixa. Fiz questão de creditar toda a gente no geral, porque faz todo o sentido. Eu podia, enquanto produtor executivo, ter metido que só tinha sido produzido por mim mas fiz mesmo questão de creditar todos e dar esse love e um shoutout. É uma coisa bonita de se ver. Aqui na tuga não existe muito essa cena da colaboração de produtores e que lá fora há bastante. Também quero abrir as “portas” para isso aqui na tuga. Correu bué bem. É um beat que nasceu numa das nossas MAKEMORE sessions, que é como eu costumo chamar à cena. Normalmente, eu, o Ice Cold e o Rico numa noite de estúdio fazemos uns sete ou oito beats. Este foi um daqueles beats em que eu ouvi e, pela energia que me transmitia, disse logo, “eu vou querer usar este beat para o álbum e vou querer que seja o beat do meu primeiro single“. Graças a Deus consegui que a cena acontecesse nesse sentido.

Vai fazer parte de um álbum ou de um projecto maior? O que nos podes contar sobre isso?

Yes. Vai fazer do álbum, sim senhora. É o primeiro single do meu álbum. O single de estreia do álbum que eu quero que saia em 2021. Pretendo ainda lançar mais uns quantos singles com vídeo em breve. Mas este é, sem dúvida, o single de apresentação do meu álbum. É uma pista para aquilo que vem no futuro. Fiquem atentos. Sempre foi o meu objectivo, de há uns tempos para cá, lançar um editar enquanto DJ/produtor e é por isso que estou a lutar neste momento. Fiquem atentos mesmo, porque vai acontecer. Não tem nome ainda. Tenho uns quantos nomes pensados mas vai ser anunciado mais tarde.


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