Maze sobre o disco com spock: “Queremos fazer um álbum sólido de uma crueza clássica”

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“Viva” é o novo tema de Maze com produção de spock e videoclipe realizado por Joanna Correia com edição de Bernardo Caldeira.

A dupla continua a trabalhar no álbum, que está previsto para sair no próximo ano, e o single lançado esta manhã sucede a “O Negro Luto“, o primeiro encontro entre o MC dos Dealema e o produtor da Contentor Records, que aconteceu em Dezembro de 2018.

Falámos com André Neves sobre o longa-duração, o conceito do vídeo e a “necessidade visceral” de colocar a sua alma em rimas.



Quando falaste connosco a propósito do “O Negro Luto”, parecia que ainda não estava decidido se teríamos disco com o spock, mas agora isso já é uma certeza. Como é que tem sido trabalhar com ele e qual foi o clique que permitiu que uma faixa se tornasse num álbum?

Nessa altura já sabíamos que queríamos fazer um disco em conjunto, mas ainda não estava nada alinhado, apenas algumas ideias por desenvolver. A empatia entre nós foi imediata, não só com ele, mas com todo o pessoal da Contentor. Depois da faixa “O Negro Luto”, o spock continuou a fazer e a enviar beats à minha medida e fui escrevendo e gravando mais temas, só nessa altura começou a ficar muito mais claro para nós o caminho a seguir. Percebemos que queremos fazer um álbum sólido, de uma crueza clássica. Em linguagem de hip hop, queremos pintar um whole train.

O videoclipe realizado pela Joanna Correia parte de um conceito teu?

O conceito é totalmente da Joanna, ela sugeriu cruzar o meu universo de poesia visual com os meus versos. A ideia dela foi mesmo estabelecer essa ponte, nas sessões de gravação ia-me pedindo para escolher planos que fotografasse para o meu Instagram e editá-los no formato quadrado para usar como referência e depois captava o plano estático para funcionar como uma foto em movimento ou então comigo nele a fazer o playback. O spock convidou-a para este vídeo e ficámos felizes que tenha aceite, já éramos fãs do incrível trabalho fotográfico dela e lançámos este repto para uma estreia na realização. Vamos colaborar muitas mais vezes no futuro, ela e o Bernardo fazem parte da equipa.

Ler a letra é ver, basicamente, a tua “alma numa janela”. Precisavas de meter estas palavras numa música para o bem da tua auto-estima?

O meu trabalho sempre foi bastante autobiográfico e com a maturidade que ganhei com estas décadas de escrita aprofundei cada vez mais essa abordagem. Encontrei a minha voz própria há já algum tempo, não se trata de uma questão de auto-estima, estou muito bem resolvido nesse campo. É algo mais transcendente, é uma necessidade mais visceral, uma necessidade de traduzir a minha alma em rimas e com elas provocar emoções em quem as ouve e possivelmente ter um impacto transformador nas suas vidas.

No press-release enviado para a redacção, o disco é apontado para o próximo ano. O que é que podes revelar mais?

Estamos a fazer músicas a um bom ritmo, mas como ambos estamos envolvidos noutros projectos é sempre o ritmo possível. Mas as perspectivas são boas e a motivação é muita, não existe uma timetable definida, queremos, sim, chegar a um resultado final que represente exactamente o que temos projectado, um álbum clássico.


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