DJ Marfox tem uma das
20 melhores mixes da década para a revista de música electrónica Mixmag. A lista, compilada pelo jornalista Michaelangelo Matos, o autor do aclamado livro
The Underground is Massive, foi publicada ontem e situa o produtor da Príncipe Discos entre nomes como DJ Rashad & DJ Spinn, Lotic, Floating Points & Four Tet, Disclosure, Black Coffee, Awesome Tapes From Africa, Nina Kraviz ou Helena Hauff.
“São instantaneamente abordáveis os seus
grooves esparsos, sinuosos, ondulantes, que combinam house e techno com kuduro, batida e kizomba de Angola”, escreve Matos sobre a
mix produzida para a revista Fact em Outubro de 2015 — ano em que Marfox editou a colectânea
Revolução 2005-2008, e meses antes do EP
Chapa Quente. Nesta altura, o DJ de nome real Marlon Silva via a sua carreira a receber um impulso, depois de anos de uma periferia lisboeta ignorada face ao centralismo, como recorda a
Mixmag.
O extenso catálogo de Marfox culmina com
Chapa Quente de 2016, mas já está em trabalhos para um novo projecto — incluindo colaborações com Georgia, cantautora de Londres.
Ao Rimas e Batidas, com quem conversou em Outubro de 2018, o produtor disse: “Quero experimentar o analógico. Perceber até onde é que o analógico vai e tirar o máximo proveito daquilo. O mesmo se aplica com o DJing”, comenta. “Comecei com o computador, com o programa PCDJ, duas pistas e uma mesa de mistura. Depois fui para os controladores — Traktor e outros programas.”