Madkutz assinala 10 anos de carreira com novo desafio

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Madkutz celebra um marco importante em 2018: 10 anos de carreira. Madkutz Challenge é o ambicioso projecto que abre a época de celebração — um desafio aberto a todos os produtores.

 


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A iniciativa arranca a 25 de Janeiro, o dia do aniversário do produtor, que coincide com a data de nascimento da antiga glória do Benfica, Eusébio da Silva Ferreira. Pantera Negra é a primeira de 12 beat tapes, todas elas compostas por 10 instrumentais inéditos recuperados dos arquivos de Madkutz. Quem quiser acompanhar o produtor nesta jornada pode desde já estabelecer o contacto com o artista através da sua conta no Intagram criada para o efeito. O pontapé-de-saída já foi dado: under 92 lançou roses durante o dia de ontem.

O propósito principal para o Madkutz Challenge passa pelo incentivo à aprendizagem. “Quanto mais quiseres aprender (capas, qualidade do teu beat, vídeo, etc.), melhor serás do que és hoje,” avisa Madkutz na missiva enviada a todos os produtores inscritos que, de momento, são mais de 30. “Aos poucos, vou ouvir sempre que lançam uma beat tape e dizer-lhes onde podem melhorar — apresentação, networking, design… E ao nível do beat, quando necessário, digo o que podem melhorar,” conta Madkutz ao Rimas e Batidas.

Depois de todos os projectos referentes a um dos meses terem sido lançados, Kutz volta a dar uma ajuda aos participantes que acolhe no desafio. Mensalmente, irá surgir no seu canal no YouTube uma compilação com os seus temas favoritos dessa jornada musical — uma faixa por beat tape, que servirá como uma espécie de montra digital para que os que não podem acompanhar o Madkutz Challenge na sua totalidade consigam ir ao encontro do estilo de um produtor da sua preferência.

 



Também para 2018, o experiente produtor tem mais umas quantas cartadas na manga. A colaboração com Estraca, que nos deu a conhecer na recta final do ano passado, vai culminar num projecto. Também teremos uma compilação especial para celebrar a primeira década a assinar produções. A Lista de Schindler é a mixtape na qual Madkutz vai reunir vários convidados para testarem as rimas em cima das suas batidas – os MCs que integram o trabalho são ainda um segredo, mas o produtor avança que conta com a ajuda de DJ Kwan para misturar o projecto final.

“O Google Drive tem sido uma ferramenta fenomenal,” revela o produtor. E acrescenta: “Meti os meus projectos todos numa folha Excel em que vou fazendo check aos que vou concluindo, para me organizar a nível de timing. As beat tapes são o que menos me chateia. Como já o fiz no ano passado, agora é mais do mesmo, já está em piloto automático. Mas vou saltando de projecto em projecto, acrescentando aos poucos em cada um deles. O modo de operar é que tem sido o meu desafio: produzir para o NGA é completamente diferente de produzir para o Estraca. Com o NGA, ele liga-me e diz-me o que quer, eu envio na hora e ele passado uns dias devolve com o acapella — no mesmo dia ou no dia seguinte envio-lhe o tema finalizado para ser misturado e masterizado. O ritmo é diferente, a sonoridade é diferente, então ando de um lado — estilo musical — para o outro. Esse reset aos ouvidos é que tem sido complicado.”

Há precisamente um ano, Madkutz dava início a mais uma temporada brilhante ao editar 7 beat tapes em 7 dias. Até ao dia 31 de Dezembro foram lançadas mais quatro compilações de instrumentais na sua conta do YouTube. NGA, um dos rappers que mais colaborou com o produtor nos últimos anos, voltou a colaborar com Kutz em “35”, o mais recente single do astro maior da Força Suprema.

No entanto, Madkutz faz uma retrospectiva de 2017 e confessa ao ReB que o seu plano poderia ter sido melhor elaborado: “A nível de expor o meu trabalho, sinceramente, acho que falhei. Tenho a ideia de que as 11 beat tapes que lancei passaram muito ao lado. Deu para perceber que estou oficialmente de volta, com o mesmo ritmo que é habitual em mim, mas tenho de aprimorar a minha ligação com quem divulga os trabalhos e estar mais organizado nesse sentido. Eu costumo dizer que estou ‘reformado’. Não é a fazer valer-me do meu passado, mas sim da minha forma de estar na música. Faço música como nunca fiz — sem me preocupar se vai ser um sucesso, sem cumprir com regras e formas, sem ter medo de bater na rocha ou estar em primeiro lugar. Isso é com o povo. O importante para mim no ano que passou foi encontrar-me a nível pessoal e estar bem direccionado para o que pretendo fazer.

 


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