Grilocks explora a “DOR” no caminho para NIMBUS

[FOTO] No-Brainer Production Studio

“DOR” é o novo single de GriLocks pela Mano a Mano, o terceiro tema que antecipa NIMBUS, o álbum de estreia do rapper da Margem Sul. O videoclipe foi realizado por Cristóvão Peças e José Palla e a música conta com Lila nas vozes adicionais e Khapo na produção, mistura e masterização.

“São vários ambientes, revoltas interiores e com os outros, mas onde no fim há sempre o Sol que brilha e continuará a brilhar, e que afastamos a nuvem cinzenta, e percebes que a resposta sempre esteve em ti, que o objectivo ‘não é obter respostas mas continuar a questionar’”. Foi desta forma que GriLocks descreveu o primeiro disco ao Rimas e Batidas, que já se encontra terminado e tem apenas algumas arestas por limar. NIMBUS vai contar com o carimbo da Mano a Mano e terá Khapo como único produtor, ele que tem estado lado a lado com o rapper desde as suas primeiras mixtapes.

Napoleão Mira, Nel’Assassin e Bibi Ross estão entre os convidados confirmados para o longa-duração do qual já saíram também os avanços “Labirintos” e “Mais Do Que Pele“.



Que dor é esta que exploras no teu novo tema?

Talvez uma dor que cria em nós algumas inseguranças e vulnerabilidades mas que gera resiliência, conhecimento e orientação. Que nem sempre estamos bem e que não há mal nenhum em estarmos mal. Onde temos de ter a humildade de reconhecer os nosso erros em nós e não nos outros, e alguma criatividade para sair deles.

Compilaste várias caras que te são próximas neste videoclipe. De que forma é que estas pessoas contribuíram — directa ou indirectamente — para o teu próximo álbum?

Sim, são caras que fazem parte da minha vida, e que sim, de certa forma todos eles, com jeitos diferentes, influenciam algumas das coisas que escrevo e, por vezes, a ultrapassar melhor alguns panoramas de dor. No que toca a contribuir para o álbum, só alguns deles o fizeram, os outros são amigos próximos — certamente faltam alguns — e a minha própria mãe.

Voltas a contar com o Khapo na produção, ele que vai assegurar a concepção de todos os instrumentais do teu novo LP. O que te levou a assumir esta parceria de forma tão vincada?

A minha parceria com o Khapo, mesmo que vincada, não é vinculativa nem muito menos forçada. Somos bons amigos há já alguns anos, foi com ele que fiz duas mixtapes, e era com ele que queria fazer o primeiro álbum. Foi acontecendo, ao longo de um ano e tal. Ele consegue sempre criar o ambiente que imagino para uma letra. Claro que quero criar com mais produtores e tenho muitas coisas escritas, mas também nada impede que o próximo projecto não seja outra vez com ele. Para já está aí o NIMBUS para absorver e partilhar.

Em Fevereiro não nos conseguiste adiantar muitos pormenores acerca do NIMBUS. Em que ponto se encontra o disco e que conceito é este em torno da “nuvem”?

O disco já está fechado, misturado e masterizado. Estou só a tratar de alguns pormenores técnicos, do formato físico e das plataformas digitais. Mas não falta muito.

Não é nenhum conceito todo intelectual e complexo, mas, a meu ver, quando ouves pela ordem que está do início ao fim, ganha um sentido, além de que algumas faixas têm pormenores que as ligam entre si. São vários ambientes, revoltas interiores e com os outros, mas onde no fim há sempre o Sol que brilha e continuará a brilhar e que afasta a nuvem cinzenta, e percebes que a resposta sempre esteve em ti, que o objectivo “não é obter respostas mas continuar a questionar”. São 13 temas, com colaborações de Napoleão Mira, Bibi Ross, Lila, Nel’Assassin, Khapo e S.O.S.


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