Festival Iminente vai ao Rio de Janeiro em Junho

[TEXTO] Pedro João Santos [FOTO] Direitos Reservados

Um bilhete de ida do Panorâmico de Monsanto, por favor. Vhils e a plataforma Underdogs levam o Festival Iminente a uma nova paragem: depois de Londres e Xangai, o Rio de Janeiro. A mostra multidisciplinar chega à Cidade das Artes a 7 e 8 de Junho, com entrada livre, e conta com actuações musicais por parte de Allen Halloween, DJ Marfox, Shaka Lion e DJ Nigga Fox, entre outros.

Continuando a assumir a ambição de conduzir “a matriz lusófona” a “diálogos com outras culturas e expressões artísticas”, o Iminente combina apresentações da elite do rap e da electrónica portuguesa com projectos frescos do Brasil.

Exemplo do último é a intersecção do rap com MPB de que são proponentes o rapper Hiran e a cantora Maruj, numa performance dupla que inaugura o dia 7 de Junho. Bom filho a casa sempre regressa: a meio caminho entre o reggae, o hip hop ou o funk, encontra-se o luso-brasileiro Shaka Lion, cuja sapiência musical vincou o seu nome em Portugal e trespassa agora os horizontes de Paris ou Londres.

A Lion, no dia 7 de Junho, junta-se o produtor carioca Carlos do Complexo, autor do EP Pós-Oceano. Rogério Brandão, leia-se DJ Nigga Fox — cujo último EP Crânio o fez transitar da sua casa Príncipe Discos para a internacional Warp — completa o elenco do primeiro dia.

Outro nome da Príncipe representa Portugal nesta edição especial do evento: DJ Marfox, que actua no dia seguinte, ainda tem o álbum Chapa Quente debaixo da asa e tem novos projectos em mente, incluindo a produção do novo disco da cantora Georgia.



O destaque desse dia é Allen Halloween, o mítico rapper de Odivelas que continua a preparar o antecipado Unplugueto e em Dezembro nos brindou com o tema “Meu Querubim. Precedendo a edição (ainda sem data) de um livro que compilará todas as suas “letras e alguns pensamentos”, a apresentação no Iminente poderá não ser o único projecto com Vhils: em entrevista à Comunidade Cultura e Arte, o autor de Híbrido projectava “uma exposição sobre criminosos”. 

Shaka Lion regressa a 8 de Junho com outros convidados: DKVPZ, dupla de produtores que se estreou no Lux Frágil em Janeiro e já assinou músicas de Baco Exu do Blues.

O programa artístico traz ainda arte urbana, passando pelo australiano Anthony Lister e o brasileiro Finok; reserva-se espaço ainda para crítica social do português Miguel Januário no projecto ±MaisMenos± e a reinterpretação do azulejo por Add Fuel.

A propósito da edição nacional de 2018, a primeira removida de Oeiras, Gonçalo Oliveira escrevia no Rimas e Batidas que o festival oferece o “casamento perfeito entre cores, sons, texturas e formas” e conseguira “corresponder às grandes expectativas” no novo cenário, em Monsanto.


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