Estreia: Sam The Kid, Mishlawi, Dillaz e Holly Hood numa colecção de edits por xxoy.

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xxoy., nome artístico de Diogo Cigarro, apareceu no radar ReB quando “trocou as voltas” a “Bate Palmas”, single de DJ Glue com participação de Carlão. Agora é altura de estrear uma colecção de hits recentes do rap português com um twist por xxoy..

Hip hop para todos, mas a primeira marca a saltar à vista são as uniões além-fronteiras: Sam The Kid e Mundo Segundo são embrulhados com os americanos $UICIDEBOY$ em “Caravana Paris” e Keith Ape – conhecido pela viral “It G Ma” – aparece num feat. bastante improvável com Vilão em “Controlo G Ma”. Sem misturas, mas com um olhar diferente, “Qualquer Boda” de Holly Hood e Regula, “Tinta da Raiz” de Slow J,  “Mo Boy” de Dillaz e “All Night” de Mishlawi também são revistas pelo produtor de Montemor-o-Novo.

O ReB esteve à conversa com xxoy. e tentou perceber quais as motivações para as escolhas nesta lista:

 


O que é que uma faixa tem de ter para tu decidires fazer remix?

Essencialmente têm de ser faixas de que gosto. Fiz estes edits/remixes porque gosto das músicas e tentei dar-lhes uma vibe diferente. Não há por aí muitos remixes de hip hop tuga, e acho que é uma cena que devia ser mais explorada. São sempre apontamentos porreiros para se ter num set.

Escolheste músicas de Mishlawi, Vilão, Slow J, Dillaz, Sam The Kid, Boss AC e Holly Hood para remisturar. Achas que o hip hop nacional está num excelente momento?

Eu acho que sim. O hip hop nacional está a ter mais força que nunca. Como foi dito noutro artigo aqui no Rimas e Batidas basta comparar as plays no Youtube dos sons de hip hop tuga e sons de outros géneros musicais feitos em Portugal; e também o exemplo do Valas e da Força Suprema ao terem assinado pelas grandes editoras.

Curiosa a escolha de Keith Ape… Acompanhas as novidades no rap feito na Ásia ou esta faixa é caso único?

Não sou grande entendido em rap asiático, mas gosto do pouco que conheço. De vez em quando acompanho a 88rising e oiço lançamentos de cenas dos Higher Brothers, Okasian, DEAN, etc. Não sou fluente em nenhuma língua asiática, mas gosto do que oiço. Têm uma musicalidade muito porreira.

Depois de estares envolvido na produção de “Bate Palmas”, tens trabalhado com outros produtores e MCs mais conceituados?

Por enquanto não, mas sinto que tenho ganho mais visibilidade e mais plays no SoundCloud/Facebook.

O que é que está aí na calha para um futuro próximo? Tens material novo para sair?

Aquando do lançamento do meu remix para a “Bate Palmas” disse que tinha algumas faixas soltas prontas a lançar. Entretanto, comecei mais umas faixas e decidi compilar tudo num EP que irá sair em breve pela XXIII.