xxoy. estreia no Rimas e Batidas o remix de “Bate Palmas”

 


[FOTO] Nash Does Work

DJ Glue lançou o single de estreia “Bate Palmas” em Maio com a participação de Carlãonoticiámos aqui no Rimas e Batidas – e agora é hora de xxoy., produtor de Montemor-o-Novo, trocar as voltas ao original, dando-lhe uma roupagem renovada com coordenadas que passam pela electrónica global produzida por Sango, Sam Gellaitry ou Lido.

O Rimas e Batidas estreia o remix de “Bate Palmas” e aproveitou a deixa para estar à conversa com o produtor emergente sobre o que o move enquanto artista, as suas influências e a ligação com DJ Glue.

 


Quem é o xxoy. e o porquê desse nome artístico?

O xxoy é o Diogo Cigarro. Tenho 20 anos, sou de Montemor-o-Novo e sou produtor e DJ. xxoy porque era a alcunha do meu irmão (choi), e que logo em novo passou a ser a minha alcunha também. Quando comecei a fazer música tive outros nomes, mas achei que nenhum pegava bem, por isso decidi ficar com o nome pelo qual os amigos e conhecidos me tratavam e dei-lhe um pequeno twist – de choi para xxoy – porque achei que ficava melhor graficamente.

 

Qual é o teu background musical?

Não tenho formação musical, mas tenho a sorte de ter crescido a ouvir muita música. A minha mãe há vários anos que faz parte do coro da igreja e eu em pequeno ia para lá cantar também. O meu pai fez rádio, o meu irmão sempre gostou de ouvir bandas sonoras de filmes e os meus primos de ouvir hip hop. Muita da minha cultura musical devo-a a eles.

 

A tua sonoridade é uma mistura de muitas coisas, mas parece-nos que editoras como a Soulection ou artistas como o Lido, Sango e Sam Gellaitry são facilmente identificáveis. O público internacional é uma meta estabelecida?

Essas são algumas das minhas referências, sim. A meta derradeira é conseguir fazer da música a minha vida, por isso sim, o público internacional é uma das metas. Até lá é continuar a trabalhar.

 

Tens alguns trabalhos lançados no SoundCloud, todos bastantes diferentes entre si. Ainda estás à procura do teu habitat natural?

Acho que isso acontece porque oiço um pouco de tudo e gosto de fazer experiências em géneros diferentes. No meu telemóvel, por exemplo, na letra ‘C’, tenho músicas de Cassius, Chilly Gonzales e Clams Casino a tocar de seguida. É verdade que ouvindo as minhas faixas é um pouco complicado rotular-me como produtor de um único género musical, mas por agora não me preocupo muito com isso. Por enquanto, acho que focar-me num só género é estar a limitar-me.

 

Como é que surgiu este remix do “Bate Palmas”?

O remix surgiu porque também fiz parte da produção do original. O Carlão, no ano passado, foi tocar à Feira da Luz (de Montemor-o-Novo) e como tinha lá tocado com a minha banda no dia anterior peguei na minha credencial e aproveitei para ir ao backstage falar com eles. Gravei numa pen algumas músicas minhas, da minha banda e alguns esboços com o intuito de colaborar com o DJ Glue. Um dos esboços acabou por se tornar na “Bate Palmas”. Depois o Glue convidou-me para fazer um remix da faixa.

 

Os dois artistas presentes na música original – Carlão e DJ Glue – foram membros dos Da Weasel. Eras fã da banda?

Acho que é impossível alguém da minha geração não ser fã de Da Weasel. Tenho o Podes Fugir Mas Não Te Podes Esconder e o 3º Capítulo em casa e vi alguns concertos. Passei muitos anos da minha infância a ouvi-los. É uma banda que mesmo tendo acabado há uns anos ainda se faz ouvir. O “Re-Tratamento”, por exemplo, é um som que saiu em 2004 mas ainda se ouve regularmente na noite e bate quase sempre. Só um grupo com qualidade consegue fazer isso.

 

Gostavas de trabalhar mais com os dois?

Sim, já me sinto bastante feliz e realizado por ter trabalhado com eles neste tema. São dois artistas que respeito e admiro muito, e o facto de ter conseguido trabalhar com eles só me dá mais motivação para continuar a fazer música.

 

Quais são os teus planos para o futuro?

Basicamente é continuar a lançar música e dar a conhecer o meu trabalho às pessoas. Em nome próprio tenho algumas faixas prontas a lançar e uma que sairá numa edição especial da XXIII. Tenho alguns instrumentais que estarão nos debut EPs de dois amigos meus – o Ruben Carrington e o Otherwise. E estou também com a minha banda Pura Mob Keys – que partilho com o Zinko, o Slowminded e o Ruben Carrington – no processo de mistura e masterização do nosso primeiro álbum para poder apresentar às editoras.