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Publicado a: 22/05/2017

[Estreia] A arte dos movimentos por FRNKLN

Publicado a: 22/05/2017

[TEXTO] Gonçalo Oliveira [FOTO] Daniela K. Monteiro

FRNKLN é um novo artista português que acaba de surgir no radar do Rimas e Batidas. A sua estreia absoluta acontece aqui, no nosso site, com o tema “Kabuki”. O tema mereceu videoclipe que ficou a cargo de Daniela K. Monteiro.

FRNKLN canta e produz o tema em que mergulha a fundo na cultura oriental. É em “Kabuki” que o artista nos mostra as suas valências para o canto e para a dança. A atenção prende-se no primeiro visionamento: a mistura sublime entre sons, cores e movimentos, que nos hipnotizam pela forma graciosa, e também bizarra com que a música e o vídeo se fundem.

Apesar desta ser a faixa com que o artista inaugura o seu catálogo, FRNKLN já viveu uma outra vida artística. Os projectos passados, no entanto, serviram para ganhar calo e, sobretudo, experimentar sonoridades para que agora consiga ter um tipo de textura sónica que possa reclamar como “sua”. Há agora um novo caminho pela frente que se mostra promissor.

“Kabuki” é um tema profundo e a ligação ao termo japonês não podia ter sido executada de melhor forma. Daniela K. Monteiro assina o videoclipe de estreia, filmado na Quinta da Bacalhôa, o local perfeito para simular o oriente numa zona tão ocidental como é Portugal.

O Rimas e Batidas falou com FRNKLN e foi à procura daquilo que move o artista nesta sua nova caminhada, bem como os planos que reserva para o futuro próximo.

 


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Quem é o FRNKLN?

Cresci a ver o meu pai pintar, esculpir e tocar guitarra. Passava dias no atelier dele a fazer coisas de miúdo, ao som de Pink Floyd e Otis Redding. Em casa, tinha a influência da minha irmã, que ouvia Eminem, Da Weasel, Justin Timberlake, entre outros. Aos 13 anos pedi ao meu pai que me ensinasse uns acordes na guitarra e daí para a frente fui aprendendo de ouvido. E começou a ser instintivo: aprendi a compreender a musica, apesar de não saber exactamente o que estava a tocar.

Estudei na EPI, o sítio que mudou a minha vida completamente. Para além de ser onde descobri a minha paixão por produzir, foi também onde conheci muitas pessoas que ainda hoje fazem parte da minha vida. Foi nas salas da escola que comecei a criar, até conseguir comprar o meu próprio computador, já no segundo ano do curso. Até hoje, todo o material de produção que tenho é o meu computador, um microfone dinâmico, uma placa de som , headphones e a minha primeira guitarra. Muitas vezes faço sampling de videos do YouTube, como fiz com o sample do trompete deste single, “KABUKI”. Foi tirado de um vídeo com o nome “BLU005” de um behind the scenes da gravação de um álbum de JMSN.

Desde 2012 que vagueio pelo SoundCloud, onde encontrei muitas das minhas influências como River Tiber, TA-KU, Stwo, LUVKUSH, SiR, entre outros. Fui publicando músicas que ia fazendo apesar de estar sempre de pé atrás com o facto de não me identificar a 100% com o que produzia. Foram várias as vezes que perdi a motivação para tentar encontrar a minha sonoridade. Chegava a passar meses sem abrir um projecto.

Recentemente, por razões pessoais, comecei a dedicar muito do meu tempo a produzir, com a intenção de finalmente encontrar uma sonoridade com a minha ‘assinatura’ e com ela me apresentar ao público. Com isso em mente, decidi criar um novo começo com o nome FRNKLN.

Além do título do tema, também a sonoridade e o cenário escolhidos para o vídeo têm um feeling muito oriental. Fascina-te esse lado do globo?

É um fascínio um pouco recente. Não sei especificar como ou quando começou. Sem dúvida que ultimamente a cultura pop asiática está “na moda”, está muito presente, não só na indústria da moda, como na indústria da música, mas o meu fascínio não é pela Ásia actual, mas sim pela Ásia “antiga”, mais especificamente pelo Japão medieval. Tudo me fascina desde a arquitectura às tradições, gastronomia, lendas, pinturas e música. Acima de tudo, os samurais e tudo o que envolve a arte da guerra no Japão medieval.

 


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O teu single de estreia deixa antever um futuro promissor, tal como tem sido o percurso profissional da realizadora do teu videoclipe. Como foi trabalhar com a Daniela K. Monteiro e como é que surgiu essa oportunidade? 

Conheci a Dani na EPI, a escola onde andámos. Ela estudava vídeo e eu produção e tecnologias da música. Somos amigos desde então. A Daniela sempre puxou por mim, incentivava-me a produzir e ajudava-me a tomar decisões estéticas. Claro que assim que chegou o momento de fazer um videoclipe, ela foi a primeira e única pessoa em que pensei, não só porque ela é genial no que faz, como também pelo facto de ficar mais descontraído com ela e menos constrangido em frente à câmara. Tenho imenso orgulho nela, confio totalmente nas suas capacidades e acho de grande valor o facto de ela nunca ficar de braços cruzados à espera que caiam oportunidades do céu: ela procura, fala, arrisca e faz acontecer. Uma atitude que tenho tentado adoptar.

A escolha do inglês enquanto idioma de expressão tem algum motivo em especial? Podemos assumir que será essa a língua que te vai acompanhar neste trajecto?

Muitas vezes penso no preconceito que ainda existe em relação a artistas portugueses não cantarem na sua língua-mãe. Para mim, cantar em inglês é mais instintivo que cantar em português, talvez por a maior parte da música que oiço ser em inglês, mas acima de tudo, a razão de cantar em inglês é, infelizmente ou felizmente, por se ter tornado numa língua universal e tenho isso a meu favor. Quero que qualquer pessoa, em qualquer parte do globo, possa ouvir e compreender a minha música.

Esta é a primeira faixa a surgir no teu currículo. O que se segue a partir daqui? Quais são as tuas próximas metas?

A partir daqui, vou esperar e ver como a “Kabuki” é recebida, mas, independentemente da resposta do público, não vou ficar por aqui. Tenho mais música quase pronta para lançar, mas quero dar uma passo de cada vez. Não estou na expectativa de ser recebido por toda a gente, sou novo e tenho noção de que a minha sonoridade não é a mais habitual. Mas acredito que com persistência, e se continuar a fazer o que realmente quero ouvir, vou acabar por conquistar mais público. Tenho dado tudo o que tenho no que faço e vou ter novidades muito em breve.

 


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