Dirty Bungalow apresenta hoje Hot slime & cheese legs em Lisboa

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Dirty Bungalow uniu esforços com pUKE ELLINGTON para uma cassete de hip hop lo-fi instrumental a quatro mãos, editada no passado dia 12 pela francesa La Maison Venturi. Hoje, o produtor de Leiria desce a Lisboa para apresentar as suas criações ao vivo na Amor Records, a partir das 17 horas.

O Lado A de Hot slime & cheese legs pertence a António Marto, sucedendo ao seu último trabalho editado pela galega Língua Nativa — Vegetarian Duck with Meat Salad saiu há quase um ano. Para este novo projecto, o produtor contou ao ReB que o convite partiu da La Maison Venturi, que lhe propôs dividir uma cassete com o francês pUKE ELLINGTON. “A forma como fiz os beats foi praticamente igual à da cassete anterior, mas tentei usar técnicas novas e dar algum groove extra para me aproximar mais do som do pUKE, assim como o pUKE também espreitou um pouco o meu lado da produção.”

Em baixo podem ouvir Hot slime & cheese legs e ler a conversa que tivemos com o beatmaker português.



Desta vez foste mais longe ainda para editar uma nova beat tape. Como se deu a parceria com os franceses da La Maison Venturi? Era um objectivo teu editar por eles?

Não conhecia a editora. Um dia recebi uma mensagem no SoundCloud para pensar num projecto a duas mãos com o pUKE ELLINGTON. Adorei a ideia e os trabalhos funky do pUKE, e começámos a trocar beats. Em seis meses conseguimos juntar material suficiente para fazer esta K7.

A colaboração com o pUKE ELLINGTON não foi, então, uma proposta tua, certo? Mas houve alguma troca de ideias entre os dois?

Foi uma ideia da editora, por termos uma sonoridade de certa forma parecida e que se complementa. Ambos fazemos lo-fi, bebendo muito no funk dos anos 70 e 80 — eu um pouco mais jazzy/soul e o pUKE mais boogie/ disco. E a cassete é um pouco o dia e a noite: começo eu numa onda mais chill e acaba o pUKE num funk mais dançável.

Do ponto-de-vista da sonoridade e da composição dos temas, em que difere este Hot slime & cheese legs do teu anterior Vegetarian Duck with Meat Salad?

A grande diferença aqui penso que seja o diálogo com o pUKE ELLINGTON. A forma como fiz os beats foi praticamente igual à da cassete anterior, mas tentei usar técnicas novas e dar algum groove extra para me aproximar mais ao som do pUKE, assim como o pUKE também espreitou um pouco o meu lado da produção.

Apresentas hoje a cassete em Lisboa. O que podes adiantar sobre o evento? Vais tocar os temas ao vivo ou no formato DJ set?

Irei fazer um live act com o meu sampler Roland SP-404. Vou trazer algum material novo, temas desta cassete e material que já foi saindo durante este e o ano passado. Depois, mais para o fim da noite, irei fazer um DJ set. Também vão o tocar o Thiago Goms e o Bambino. Vamos trocando entre os três das 17h às 23h. Estão todos convidados. A entrada é gratuita tem um barzinho à maneira. É na Amor Records, no Cais do Sodré.


Gonçalo Oliveira

Gonçalo Oliveira

Filho bastardo do jazz e da soul que encontrou no hip hop uma nova forma de abordar linguagens musicais perdidas no tempo. Não tem uma música favorita porque Jimi Hendrix e J Dilla nunca trabalharam juntos.
Gonçalo Oliveira

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