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Fotografia: Mike Blanko
Publicado a: 27/05/2021

Saiu no início de Maio o EP Distante, um trabalho assinado por Palazzi, holympo e HeartLess para a recém-criada Detox Music.

Detox Music: “Queríamos que o Distante soasse a algo doce. Achámos que era isso que as pessoas precisavam”

Fotografia: Mike Blanko
Publicado a: 27/05/2021

Fundada por Mike Blanko, Carolina Portugal e Pedro Custódio (aka Phries), a Detox Music é um dos grandes projectos musicais a nascer no nosso país entre as “cinzas” a que o circuito das artes foi resumido após o aparecimento da COVID-19. Pensada inicialmente para operar enquanto empresa de assessoria de imagem, a quebra de ritmo nos lançamentos em solo nacional fê-los dar um passo ainda maior e assumem-se agora como uma das editoras independentes com mais vontade de vingar no mercado, tendo como referências mais próximas os casos da Think Music ou da Bridgetown mas sem esquecer os ensinamentos por parte de outros “gigantes” internacionais, como Dr. Dre ou Jimmy Iovine.

De mansinho, HeartLess foi o primeiro artista a juntar-se ao catálogo ainda no ano passado. Estreou-se com “Pandora”, assinou o curta-duração 11:34 e surge agora ao lado de duas vozes que lhe são bastante familiares neste mais recente Distante. Palazzi e holympo são as novas adições ao plantel de uma label que quer descentralizar o consumo de música em Portugal e se foca quase exclusivamente em talento da Zona Centro. Está recuperado um trio que já espalhou magia pela Andamento Records e que ainda em 2019 tinha ajudado a fundar a Mio Motto, um colectivo que se viu desamparado já na segunda metade do ano passado devido à crise que acompanhou a pandemia.

Além de gerirem o projecto, Mike, Carolina e Pedro são também os responsáveis pela estética visual que vamos poder acompanhar durante a evolução da Detox Music. Liderada pelo experiente Monksmith (cujo nome nos últimos anos tem surgido em créditos de temas de gente como Pedro Mafama, Instinto 26, Harold ou Biya) a equipa de produção in house da editora conta com outros três alquimistas bem conhecidos pela tripla de rappers que agora dá a cara pelo grupo — falamos de Hyzer, Nedved e 4Saint, a quem se junta ainda o portuense Zwavvy para completar as contas.

Através do Zoom, entrámos em contacto com Mike Blanko, holympo, HeartLess e Palazzi para nos falarem sobre esta nova investida no mercado da música em Portugal, bem como do EP que editaram no passado dia 7 de Maio e que representa uma espécie de manifesto sónico onde surgem desenhados os contornos da estética que a Detox quer vincar em lançamentos futuros.



Juntam-se os três agora na Detox Music mas a vossa ligação uns com os outros tem vindo a ser bem cimentada ainda antes de abraçarem este projecto, nos últimos anos. Já se conheciam todos antes da música?

[Palazzi] Foi bué engraçado… Eu conheci o holympo porque comecei a dar concertos em Coimbra. Foi através da Andamento Records, na altura. Percebemos que tínhamos bastante química e tornámo-nos bastante amigos, também. Fizemos estrada juntos e já partilhamos umas quantas memórias. Depois da pandemia surgem novas rotas e foi aí que conhecemos o Mike.

[holympo] Conhecemos?! Tu conheceste… [risos]

[Palazzi] Sim, conheci eu. Porque eu sempre fui aquele outsider… Nunca fui da zona de Coimbra mas conheço já a malta toda do movimento de lá.

[holympo] É a tua segunda casa.

[Palazzi] Factos. Então surge o projecto do Mike, da Carolina e do Phries, a Detox Music, e aquilo soou-nos logo familiar. [Permitiu-nos] continuar o nosso caminho, mantendo todas as memórias e a apoiar-nos uns aos outros. Lá encontrámos pessoas capazes de nos ajudar a conquistar tudo o que nós ambicionámos. Rapazes, falei bem?

[holympo] Falaste, falaste. É realmente engraçado, porque todos nós aqui nos conhecemos por causa da música. Só talvez o HeartLess e o Mike é que já se conheciam antes.

[HeartLess] Já nos conhecemos há bué. Muito antes da música. E é uma história engraçada, porque eu ainda não tinha pensado em entrar na cena da música e já conhecia o Mike, por causa da Carol, porque eles namoram desde essa altura. Uma vez, quando já andava a pensar em começar com a música, encontrei-os no café e pedi guidance ao Mike, porque ele já tinha algum andamento nisto, conhecia a indústria e tudo mais. Pedi-lhe algumas orientações para optar pelo caminho certo. Não aconteceu nada a partir daí, foram só dicas que fomos falando e eu fui-lhe mandando uns projectos. Depois, as coisas foram avançando, surgiu a oportunidade de nos juntarmos e fazermos um projecto, a Detox Music. Começámos com a “Pandora”, até que foi surgindo o pessoal todo e nos tornámos naquilo que somos agora.

Então vocês acabam por não estar na génese da Detox Music, foram convidados a posteriori, é assim?

[holympo] Exacto. Queres explicar, Mike?

[Mike] Basicamente, a Detox Music surge por necessidade e não é uma coisa que tenha acontecido só porque nos deu na cabeça — a mim e aos meus sócios — uma de “ya, vamos criar uma record label”. Não foi isso. Inicialmente, a Detox era para ser só e apenas Detox. Ser uma “empresa”, por assim dizer, de audiovisuais. Queríamos prestar assessoria de imagem a artistas, fazer moda, covers para álbuns, videoclipes, essas coisas todas. Esta ideia actual da Detox só surge quando nós, durante a pandemia, vimos o mercado a cair e ficámos com muito tempo livre. Decidimos abraçar um projecto com o HeartLess, que foi a música “Pandora”. Esse videoclipe tornou-se numa cena tão complexa e nós investimos tanto naquele vídeo… É um vídeo que tem cerca de 31 shots de 3D integrado em vídeo. Ou seja, deu muito trabalho, foram muitos dias a gravar. Pensámos, “se investimos tanto nisto e gostamos tanto da cena do HeartLess… vamos agarrar no HeartLess e vamos trabalhar a imagem dele. Vamos trabalhar a cena dele enquanto artista”. A cena cresceu de Detox para Detox Music. E ao longo do tempo que fomos trabalhando com o HeartLess, sentimos que fazia sentido juntar tanto o Palazzi como o holympo, bem como os respectivos produtores que agora estão associados a nós e que já trabalhavam com eles os três — o Hyzer, o Nedved e a 4Saint. Adicionámos o Monksmith como produtor-executivo e director musical do projecto e ainda um produtor do Porto chamado Zwavvy. A cena surgiu assim porque eu sou natural de Coimbra, apesar de já não viver lá, e conheço tanto o holympo como o HeartLess há muitos anos e acompanho-os desde praticamente do início, desde que eles começaram a fazer música, e sempre lhes reconheci um potencial gigante para, um dia, virem a ser nomes sonantes no panorama nacional. Por via disso conheci o Palazzi, através deles, e tenho exactamente a mesma opinião em relação a ele. Resumidamente, é assim que surge o projecto Detox Music.

Começaram como uma empresa de assessoria e agora definem-se como?

[Palazzi] É uma família, mesmo!

[Mike] A Detox Music assume-se neste momento como uma editora. Tal e qual uma Bridgetown ou uma Think Music, nós também somos uma record label.

E o foco é para se manter sob o holympo, o Palazzi e o HeartLess ou têm por aí mais vozes a surgir ao vosso lado num futuro breve?

[Mike] Enquanto artistas que dão a cara, são só eles os três. Na Detox, vamos continuar a fazer assessoria a artistas que não são Detox Music. Mas na Detox Music vão ser apenas eles os três. E os produtores também, quando decidirem que está na altura de lançarem faixas e projectos em nome próprio.



Voltando aqui aos três MCs: vocês conhecem-se através da música e, curiosamente, trilharam todos o mesmo percurso. Passaram pela Andamento Records, fundaram a Mio Motto e agora dão as mãos na Detox Music. O que é que pesou na altura de decidirem abraçar este projecto?

[Palazzi] Nós andámos sempre à procura das condições certas para podermos fazer realmente aquilo que nós sentimos. Essa questão toda prende-se também com o azar de estarmos — tal como todos os outros artistas e pessoas ligadas à música — a enfrentar uma pandemia. A pandemia fez com que todas as ideias, todas as ambições e todos os objectivos que já tínhamos estabelecidos tivessem de ser, de certa maneira, adaptados. A Mio Motto foi a fase em que nós estávamos realmente a tentar assumir isto como profissional, porque tínhamos já dado algumas cartas que tiveram importância no “jogo”, puxando desde logo aqui a dica para a referência d’O Game. Participarmos nessa competição deu-nos muita exposição. Foi um bocado por aí. Entretanto surge a Detox, num modelo que nos permite manter a conexão entre todos. Eu há bocado estava a falar meio a brincar, mas a brincar se dizem as verdades: somos uma família e nós tentamos manter esse conceito de familiaridade entre todos. Ninguém quer ser maior ou melhor do que o outro. Isso é o que eu mais valorizo na Detox e estou certo que os meus colegas também.

[holympo] E temos de ver que esse sentimento de família sempre esteve presente em qualquer um dos grupos em que estivemos. Só que às vezes a família não é tudo, estas a ver? Há famílias que vivem debaixo da ponte e isso não é sustentável, pelo menos para nós. Então, foi sempre um processo de evolução. Em qualquer um dos grupos em que nós estivemos, houve sempre um objectivo ou motivo definido. Mas, para mim, esta ideia de família já está cá há imenso tempo. O Mike, por exemplo, já faz parte da minha família musical há imenso tempo. Aliás, o primeiro concerto de sempre que eu dei foi por causa do Mike. Ele foi o primeiro a dar-me uma oportunidade enquanto artista, ainda nem a Andamento existia ou estava sequer a ser pensada. Portanto, a família é a mesma. Basicamente, o que mudou foi a direcção e o nome. Porque este é exactamente o mesmo ambiente a que eu sempre estive habituado.

[Palazzi] Tem muito a ver com a química. Partilhámos muita estrada e quando percebemos que o sonho era palpável… A nossa química funciona muito bem. Ainda há uns dias estava a falar no Twitter, que eu, o holympo e o HeartLess nunca ensaiámos. Basta pisarmos o mesmo palco e já sabemos onde temos de entrar, as backs que precisamos de dar…

[Mike] Mas isso acabou! [risos]

[Palazzi] Lá está. Fazia-nos falta esta figura, que é o Mike, para darmos o step up à nossa cena. Acho que o objectivo não é andar atrás da fama, mas sim fazer disto carreira. É complicado, especialmente em Portugal, porque o mercado, como sabemos, tem as suas limitações. Mas o que queremos é crescer o máximo possível enquanto artistas e ter as pessoas certas ao nosso lado.

Agora gostava que me explicassem o nome da editora, Detox Music. Sentiam que a cena musical em Portugal estava a precisar de uma dieta?

[Mike] Há certas coisas que nós sabemos que são possíveis de acontecer em Portugal mas que ainda não acontecem. Isto não é uma forma de nós dizermos que somos melhores do que os outros ou que há outros piores do que nós. Nada disso. Temos grandes referências em Portugal daquilo que queremos fazer. Posso dar-te o exemplo da Bridgetown, que para mim é uma referência gigante. Eles dão muito o exemplo daquilo que eu gostava que a Detox Music um dia conseguisse fazer, que é o facto de eles se apresentarem como um família, já para não falar da qualidade musical que eles têm e de todo o percurso que fizeram, não só com o Richie Campbell mas também com o Plutónio e tudo mais. Eles são um grande exemplo para nós, no que toca a dar a back uns pelos outros e a demonstrar que são todos família. Eles aparecem em sítios juntos para demonstrar que são eles a Bridgetown. Isso é de facto uma grande referência para nós.

Quanto à cena do nome, vai ao encontro daquilo que te estava a dizer mais atrás. Detox, quando surgiu, nem era uma cena musical. Quando estávamos a escolher um nome para o projecto, eu andava a ver o documentário The Defiant Ones. Lá fala-se sobre o álbum que nunca foi editado pelo Dr. Dre, o Detox. Aquele nome ficou-me na cabeça. Sentimos que fazia bué sentido em várias coisas que estavam a acontecer na nossa vida. Por exemplo, o projecto nasce a meio da pandemia — é necessário haver um detox. Isto surge num panorama em que o mundo está praticamente a arder e precisa urgentemente de um detox. É só isso.

Deixa-me colocar a questão de uma outra forma: o que é que sentem que a Detox Music tem neste momento de diferente para oferecer? Eu noto logo uma componente visual mais fora da caixa, por exemplo, só pelo facto de terem o Phries no projecto.

[Mike] O Phries está dentro do projecto desde o início e também é muito graças a ele que a Detox e a Detox Music existem. Além de ser um dos sócios, ele é também uma base muito forte que nós temos, tanto para vídeo para cover arts. Aliás, todas as capas que saíram até agora pela Detox — e também todas as que vão surgir entretanto – são feitas por ele. Se houver algum vídeo em 3D, também vai ter a mão dele.

[Palazzi] E ele é um grande ser humano.

Já aqui percebi com vocês que a Detox Music acaba por ser um produto da pandemia. Relativamente ao novo EP que lançaram, Distante, como é que foi orquestrar uma equipa da dimensão da vossa dentro deste cenário?

[HeartLess] Por estarmos a trabalhar nisto durante a pandemia, queríamos que o EP soasse a algo doce, fácil de se ouvir. Por um lado, achámos que era isso que as pessoas precisavam neste momento. Por outro, também queríamos estar a fazer algo de que gostamos. Tentámos aliar ambos e todos fizemos algo um bocadinho diferente dos nossos registos originais para criar esse projecto, que é o Distante.

[Palazzi] Foi uma semana daquelas loucas.

Fizeram o EP todo numa semana?

[Palazzi] Yes, sir.

[HeartLess] Nós juntámo-nos numa casa, em Leiria. Fomos todos testados e tivemos as devidas precauções. Foi uma semana de criação, basicamente. Uma semana de emoções fortes. Focámo-nos em criar e surgiu este projecto. Tudo numa semana. Só o processo de mix e master é que demorou um bocadinho mais.



O EP tem uma faixa com os três rappers, um instrumental do Monksmith e um tema a solo de cada um de vocês. Foi propositado o alinhamento adoptar estas diferentes formas?

[holympo] Nós fomos para lá já com a estrutura desenhada. Nós já sabíamos que ia haver um som de cada e outro com os três. O que é que aconteceu? À excepção do som do HeartLess — embora tenha sido lá construído e estruturado — foi tudo criado lá. Aquilo foi tipo uma semana de brainstorm, de criação musical, durante a qual conseguimos criar o EP. Acho que isto nunca tinha acontecido se nós não tivéssemos, por exemplo, o Mike, que nos disse, “nós vamos para lá mas é só uma semana, não é assim tanto tempo quanto isso. Temos de ir com tudo planeado. Temos de fazer isto, isto e isto para sairmos de lá com isto, isto e isto”. Foi por isso que as cenas saíram tão bem executadas como saíram. Nós tivemos tempo para fazer muitas músicas e para escolher o que é que ia sair melhor. É por isso que o EP foi possível de se fazer numa semana. Porque tínhamos guidance.

[Mike] É importante dizer que o EP foi construído com recurso a todos os produtores da Detox e que o “arquitecto”, por assim dizer, foi o Monksmith. Ele foi a base musical desse EP e é quem dá praticamente toda a orientação, do início ao fim. Se é para falar de guidance, é ele quem a dá do início ao fim. Claro que todos nós fomos dando dicas, do que achávamos que dava para fazer melhor. Mas sem dúvida que foi ele quem fez uma boa parte do trabalho ao dar as direcções na produção desse EP.

[holympo] E até pela experiência dele e o facto de ser uma pessoa tão acessível. Ele consegue tornar… Acho que é aquilo que todos nós sentimos na Detox: fazer com que saia o produto que nós queremos. Se nós queremos “isto”, “isto” vai acontecer. O Monksmith permitiu muito que isso acontecesse. Ele é um gajo mega talentoso e foi o produtor musical perfeito para este projecto, sem dúvida.

[Palazzi] Outro grande ser humano!

[Mike] Sem dúvida. E outra coisa, em relação ao interlúdio: ele aparece propositado; nós já sabíamos que aquele interlúdio ia aparecer ali. Aquilo aparece ali daquela forma, propositada, porque está a introduzir um cunho pessoal da Detox Music numa sonoridade que nós queremos que se torne própria, nossa, que seja como uma marca de água em Portugal. Claro que isto vem das nossas referências, daquilo que nós ouvimos, mas é para começar a introduzir aos poucos. Se forem acompanhando os lançamentos da Detox daqui pra a frente, vão perceber isto que eu estou a dizer. Aquele tipo de estética vai estar muito presente. É uma cena muito orquestral e que vai ser trabalhada futuramente nos nossos projectos.

Queres lançar já algumas cartas em relação ao futuro? Têm mais coisas a serem preparadas neste momento?

[HeartLess] Na semana em que fizemos o EP ainda nos sobrou espaço para continuarmos com a criação. Então também surgiu outro material possível de ser trabalhado para projectos futuros.

[Palazzi] Ainda fizemos algumas brincadeiras mas há aqui uma questão que deve ser realçada: o EP não tem nada a ver com o ciclo de singles/lançamentos de cada artista. O EP foi uma colaboração que foge a essa mentalidade, ou seja, às vibes que temos estruturadas para explorar em lançamentos futuros. O Distante foi um aparte enquanto grupo. O que sai dessa semana é o Distante. Há material que foi criado lá e que pode vir a ser explorado mas, entre os três, acho que já está tudo muito bem definido no que toca àquilo que vamos editar no resto do ano.

[Mike] O que se pode esperar da Detox daqui para a frente? Nós não temos ainda planos para álbuns ou EPs. No entanto, a única coisa que eu acho que podemos afirmar que podem esperar por parte da Detox Music daqui para a frente é regularidade, consistência, qualidade e direcção. Vamos andar sempre numa constante procura por melhorar e por vincar o nosso nome e estética no mercado. É algo que sabemos que não será fácil mas também temos a convicção de que chegámos e estamos cá para ficar.

Para completar este ciclo, faz parte dos vossos planos darem um videoclipe à “Fotografia”?

[Mike] Nós queríamos que estes vídeos fosse mais simples. Não saíram coisas muito complexas e até estivemos na dúvida se lançaríamos ou não as coisas no YouTube. A “Fotografia” nem sequer está no YouTube apenas por uma razão muito simples: nós não temos canal de label e não quisemos criar algum tipo de injustiça ao atribuir essa faixa ao canal de um deles, visto que o som é dos três. O facto de nós não termos canal de label também é simples de explicar: nós queremos que os canais de comunicação de cada artista cresçam por si só, que eles possam criar uma fan base deles e não criar uma fan base para a editora. O nosso principal objectivo é fazê-los crescer enquanto artistas. E se algum dia os nossos caminhos tiverem de se libertar por algum motivo, nós não queremos que qualquer um deles fique sem “chão”. Isso são exemplos que nós vamos retirando daquilo que acontece na indústria e não queremos que aconteça com os nossos artistas. Por isso, o videoclipe da “Fotografia” não vai acontecer, muito provavelmente.

É uma boa questão, essa de descentralizar um bocado as coisas.

[Mike] Ya. O centro das atenções têm de ser os canais de comunicação de cada um deles. Tudo tem de ter a imagem deles e, claro, a nossa estética enquanto Detox Music. Mas isso é uma cena que eu acho que o público se vai aperceber ao longo do tempo que nos for acompanhando e nos for conhecendo. As pessoas vão perceber a presença dessa estética. No entanto, quem tem de dar a cara a 100% têm de ser o Palazzi, o HeartLess, o holympo e todos os artistas que estiverem dentro desta comunidade.


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