Carlos Maria Trindade fala sobre Mr. Wollogallu em vídeo de Eduardo Morais


[TEXTO] Rui Miguel Abreu [VÍDEO] Eduardo Morais

A reedição do clássico Mr. Wollogallu de Carlos Maria Trindade pela catalã Urpa i Musell chamou a atenção uma vez mais para um importante capítulo da nossa história musical electrónica.

O álbum originalmente editado em 1991 pela União Lisboa e há muito descatalogado merecia a atenção de que foi alvo na sequência desta reedição, conseguindo, por exemplo, ser alvo de recensões críticas na Pitchfork, em diversas outras plataformas internacionais — como se pode ver pelos links disponíveis no mural Facebook da Urpa i Musell, e igualmente por aqui no Rimas e Batidas.

 


Carlos Maria Trindade / Nuno Canavarro // Mr. Wollogallu


Eduardo Morais, autor do documentário Tecla Tónica que aborda a história da música electrónica em Portugal, entrevistou Carlos Maria Trindade em 2014 e, naturalmente, o álbum que o ex-Heróis do Mar fez em conjunto com Nuno Canavarro foi um dos assuntos abordados. Essa parte da entrevista, no entanto, acabou por não ser usada no documentário e merece agora exposição aqui no ReB à luz da reedição recente de Mr. Wollogallu (que parece já ter esgotado em várias das lojas portuguesas que o distribuíram, mas que ainda aparece como disponível no site da editora).

As declarações de Maria Trindade, ainda que breves, oferecem mais algumas pistas para melhor se entender um disco que parece estar a beneficiar do seu encontro com o presente e do contexto proporcionado por várias outras reedições de material alinhado com o mesmo espírito e cumprimento de onda.

Pertinente será também voltar a olhar para Tecla Tónica, fundamental documento para a compreensão das diferentes dimensões da electrónica no panorama nacional, desde os pioneiros até ao presente. O documentário está disponível no YouTube.

 


Rui Miguel Abreu

Rui Miguel Abreu

Crítico musical desde 1989, Rui Miguel Abreu escreve atualmente para a Blitz e integra a equipa da Antena 3. De vez em quando também gosta de tirar o pó aos discos e mostrá-los em público.
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